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Memória e património

Reabertura da Igreja Matriz de Caminha

Depois de 6 anos de encerramento, teve lugar a 16 de Dezembro a cerimónia de reabertura da Igreja Matriz de Caminha, que contou com a presença da Sr.ª Ministra da Cultura.

A Igreja Matriz de Caminha, Monumento Nacional, propriedade do Estado Português, foi objecto de um amplo programa de recuperação e restauro no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio (2001 - 2008), da responsabilidade do ex. Instituto Português do Património Arquitectónico e cofinanciado pelo Programa Operacional da Cultura.

O programa de recuperação, que ascendeu a mais de 3 milhões de euros, compreendeu a intervenção arquitectónica, a conservação e restauro do património móvel e intervenção arqueológica.

O projecto de valorização abrangeu a reabilitação das coberturas, recuperação do interior da sacristia e a melhoria das condições de conforto no imóvel, quer através da redução do teor de humidade nos elementos construtivos, quer através da instalação de um sistema de aquecimento por pavimento radiante. Foi também contemplada, a instalação de infra-estruturas de segurança, um novo sistema de iluminação, de som e a substituição de todo o mobiliário da igreja.

A torre da igreja foi objecto de intervenção ao nível do reforço estrutural das fundações e paredes, substituição das estruturas dos pisos e acessos verticais, tendo em conta o estado de ruína em que os mesmos se encontravam, e conservação e restauro dos sinos incluindo a sua automatização.

A intervenção ao nível do recheio artístico tem vindo a ser alvo de acções coordenadas e faseadas com as diferentes vertentes da obra, tendo já sido alvo de trabalhos de conservação e restauro os tectos em madeira da igreja, os azulejos da nave central e todo o seu recheio artístico incluindo o da sacristia.

A intervenção arqueológica decorreu no adro da igreja e no interior do templo, e teve como principal objectivo identificar e registar todo o processo construtivo do monumento e de outras edificações, eventualmente existentes, cujos vestígios testemunhem uma ocupação anterior deste espaço.

Neste contexto, foram identificadas estruturas pertencentes à muralha medieval - um tramo de muralha e uma das suas torres - , arruamentos e habitações medievais, muro delimitador do antigo adro bem como sepulturas de variada tipologia e cronologia.

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção ou dos Anjos, matriz de Caminha encontra-se classificada como Monumento Nacional pelo Decreto de 16-6-1910.

Foi a partir de um pedido formulado em 1428 por elementos da burguesia local que foi autorizada a sua construção, no entanto, apenas em 1488 é dado início a um longo período construtivo que se prolongará até 1556, data da construção da torre sineira.

O portal principal e sobretudo o portal lateral da fachada sul são considerados obras proto renascentistas de muito boa qualidade, surgindo por isso esta matriz como o mais antigo exemplo da decoração renascentista em Portugal.

 

Veja aqui, em animação, o interior da Igreja Matriz de Caminha
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© IGESPAR

Publicado em 17.12.2007

 

 

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