
Sé Velha de Coimbra acolhe conferência sobre "A Verdade"
A verdade, o bem e o belo são as locomotivas que conduzem o espírito do homem às praias do infinito. Nenhuma outra virtude ou qualidade humana vale alguma coisa sem a verdade. Não é possível a justiça sem a verdade. Nem a sabedoria nem a paz nem a santidade.
A verdade exerce uma atracção sobre a inteligência humana como pólo magnético. Ela ilumina todo o agir humano e é em si mesma a recompensa de todos os que a procuram. A verdade não tem dono, nem é um valor apropriável. Por isso é que se afirma que a verdade é só uma e a mesma para todos.
A religião terá de ser a primeira tributária da verdade. Se o não for merecerá ser denunciada e executada como a maior das hipocrisias. E os seus pregadores tidos como cegos a conduzirem cegos. Igual condenação sairá sobre todos os professores e mestres a quem está confiado o ensino das novas gerações.
Nos claustros da Sé Velha, no próximo dia 30 de Setembro, pelas 18 horas haverá um encontro sobre a verdade. Constará com o apoio de quatro prestigiados professores universitários, Seabra Pereira, Isabel Capeloa, João César das Neves e João Maria André.
O objectivo deste encontro não é descobrir a verdade, mas o de a pôr em questão. Aliás esta parece ser a porta mais adequada à abordagem deste tema, numa cultura que perdeu o valor do ensino da filosofia.
Homenagear a verdade é interrogar-se sobre a sua natureza. Como e onde situar o debate? No âmbito do ser (ontológico); no âmbito do saber (epistemológico); no âmbito do agir (moral). Haverá lugar para a verdade subjectiva? E para a utopia?
João Evangelista R. Jorge
18.09.2008
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