/head «Evangelho não é compatível com o “cada um por si”», afirma prior de Taizé | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

«Evangelho não é compatível com o “cada um por si”», afirma prior de Taizé

«A fé em Cristo torna-nos peregrinos, põe-nos a caminho dentro de nós próprios e em direção dos outros, torna-nos atentos àqueles que encontramos. O Evangelho não é compatível com o “cada um por si”», considera o prior da comunidade ecuménica de Taizé, Ir. Alois.

“Sempre a caminho, mas nunca desenraizados” é o tema do 42.º Encontro Europeu de Taizé, que de amanhã a 1 de janeiro decorre na cidade polaca de Wroclaw, e que congregará cerca de 15 mil jovens de vários continentes, entre os quais 150 portugueses.

«Pensemos, por exemplo, nos migrantes: como viver um acolhimento que respeite a sua dignidade? É verdade que os grandes movimentos migratórios estão a agitar as nossas sociedades, mas vemos também as oportunidades que nos oferecem. Pensemos nas grandes emergências ecológicas e climáticas. Pedem-nos uma nova flexibilidade, uma conversão dos nossos modos de viver», refere o responsável.

«Para enfrentar corajosamente os desafios que nos perturbam, precisamos de uma sustentação sólida. Pedem-nos que estejamos firmemente radicados na fé. Através do nosso tema queremos propor aos jovens que aprofundem estas duas realidades, que à primeira vista parecem contraditórias», acrescenta.

Questionado sobre o que gostaria que os participantes levassem do encontro, durante o qual entrarão em 2020 em oração, o Ir. Alois responde: «A bondade de Deus. Gostaríamos que os jovens, e também aqueles que os acolherão, descubram nos seus corações que Deus é amor, que Cristo veio para revelar-nos a sua compaixão sem limites, e que todos eles são portadores do Espírito Santo e constituem, em conjunto, o povo de Deus».

Depois de observar que a Igreja «está a atravessar um momento difícil», o religioso espera que ela «contribua para construir uma mundialização de rosto humano», até porque as respostas para os problemas que se colocam no planeta só podem surgir da «colaboração entre os povos».

Na mensagem endereçada aos participantes, o papa Francisco expressa o desejo de que possam descobrir quanto o «enraizamento na fé» apela e prepara para «ir ao encontro dos outros» e a responder aos «novos desafios» da sociedade, nomeadamente «os perigos» que ameaçam o planeta.

«As raízes não são âncoras que nos ligam a outras épocas e nos impedem de nos encarnarmos no mundo atual para fazer nascer algo de novo. São, ao contrário, um ponto de enraizamento que nos permite crescer e responder aos novos desafios», assinala.


 

M. Chiara Biagioni
In SIR
Edição: Rui Jorge Martins
Imagem: Ir. Alois | D.R.
Publicado em 27.12.2019

 

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos