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Importância da cultura na economia «abre aos católicos um campo extraordinário de intervenção»

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Importância da cultura na economia «abre aos católicos um campo extraordinário de intervenção»

Os desafios colocados hoje às empresas, que têm em comum o protagonismo dado ao ser humano, «abrem aos católicos um campo extraordinário de intervenção», que eles estão em «condições de vencer», considera o presidente da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

«Se considerarmos que a pessoa é o centro da empresa, isto, que nos afasta bastante das visões marxistas e ultraliberais, reforça as potencialidades de uma intervenção que parte de princípios e valores, do personalismo cristão, nos quais a pessoa está também no centro da organização da sociedade», declarou António Gomes de Pinho.

A convicção do antigo Secretário de Estado da Cultura foi afirmada durante a 12.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que no último sábado debateu, em Fátima, o tema "Cultura e economia: implicações e desafios".

Depois de recordar que, «embora com exceções, os grandes períodos de apogeu cultural coincidiram com fases de grande desenvolvimento económico», o responsável defendeu que «em países como Portugal, em que escasseiam recursos naturais e financeiros, a cultura é uma espécie de recurso alternativo».

O foco da intervenção de António Gomes de Pinho apontou para o enriquecimento que a cultura pode proporcionar ao universo empresarial, tendo, para o efeito, começado por elencar «o que será, crescentemente, a empresa no futuro».

«Em primeiro lugar, deve compreender a sociedade em que se insere», interpretando «os anseios das pessoas» e «os valores prevalecentes»; caso contrário «tenderá a ser um órgão marginal».

Por outro lado, acentuou, a empresa deve ser capaz de «mobilizar e atrair talentos», mostrando, simultaneamente, «capacidade de «adaptação à mudança».

A «sustentabilidade ambiental» e a «responsabilidade social» são também prioritárias, porque as empresas são «cada vez mais vistas não apenas como factor de produção económica e de resultados, e de lucro, mas como célula de um sistema interdependente».

«Não há nada de mais comparável com a atividade empresarial do que a atividade da criação artística: ambas se defrontam com os mesmos desafios e problemas», sublinhou.

O «elemento comum» aos desafios colocados à empresa é que têm como seu «fundamento» a «pessoa humana»: «Cada vez mais os gestores, teóricos e pessoas que refletem sobre a gestão empresarial coincidem com a consideração de que a empresa tem como base e centro a pessoa humana, e a cultura é forma de expressão mais autêntica mais elevada e autêntica da personalidade».

«A cultura tem aqui um campo vastíssimo e único porque pode agir sobre essas pessoas, pode motivá-las, pode desenvolver as suas capacidades criativas, imaginação e sentido de risco», sustentou António Gomes de Pinho.

A intervenção integral da conferência, integrada no painel em que participaram Clara Almeida Santos, vice-reitora da Universidade de Coimbra para a Cultura, e Manuel Castelo Branco, presidente da Coimbra Business School, está disponível no vídeo seguidamente apresentado.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 09.06.2016 | Atualizado em 24.04.2023

 

 
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Depois de recordar que, «embora com exceções, os grandes períodos de apogeu cultural coincidiram com fases de grande desenvolvimento económico», o responsável defendeu que «em países como Portugal, em que escasseiam recursos naturais e financeiros, a cultura é uma espécie de recurso alternativo»
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