Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Umbrais : 9.3.2020

  relâmpago 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».

Lucas 6, 36-38

Outras leituras do dia: Daniel 9, 4b-10; Salmo 78 (79), 8. 9. 11. 13



  gravetos 

Não nos esqueçamos disto: misericórdia e dom; perdão e dom. É assim que o coração se dilata, abrindo-se ao amor. Ao contrário, o egoísmo e a raiva reduzem o coração, que se endurece como uma pedra. O que preferis, um coração de pedra ou um coração repleto de amor? Se escolherdes um coração cheio de amor, sede misericordiosos!

Papa Francisco



  silêncio 





“My beloved spake, Z. 28”, Henry Purcell (1659-1695)


  crisântemo 

Como é que uma pessoa se torna santa? S. Domingos Sávio perguntou-o ao P. Bosco, e a resposta ajudou-o a cumprir, na sua breve vida, um percurso de santidade: «Serve o Senhor na alegria», respondeu-lhe o santo educador dos jovens. Domingos morreu antes de completar 15 anos, em 1857, mas soube deixar uma marca profunda em que o conheceu. Tinha nascido em 1842, em Itália, e desde pequeno mostrou querer cultivar uma relação especial com Jesus. Aos sete anos recebeu a Primeira Comunhão, e nesse dia fixou quatro propósitos, quase uma pequena “regra”: a Confissão frequente, a santificação das festas, cultivar a amizade com Jesus e Maria, evitar os pecados. Em 1854 conheceu João Bosco, esforçando-se sempre por testemunhar a mensagem do Ressuscitado.

Matteo Liut, Avvenire



  invisível 

Imagem © Archivio Paolo Di Paolo/Collezione Fotografia MAXXI

  brisa 

Árvore

Conheço as suas raízes. É tudo o que vejo.
Há um movimento que a percorre devagar. Não sei
se ela existe. Imagino apenas como são os ramos,
este odor mais secreto, as primeiras folhas
aquecidas. Mas eu existo para ela. Sou
a sua própria sombra, o espaço que fica à volta
para que se torne maior. É assim que chega
o que não passa de um pressentimento. Ela compreende
este segredo. Estremece. Comigo procuro trazer
só um pouco de terra. É a terra de que ela precisa.

Fernando Guimarães



  tenda 

Imagem Capela de S. Pio | Nova Orleães, EUA | Eskew+Dumez+Ripple | © Will Crocker

  barro 

Estreada a 9 de março de 1842, em Milão, a ópera “Nabucco”, de Verdi, ultrapassou todas as expectativas. As oito representações previstas para a temporada, entre o Carnaval e a Páscoa, não foram suficientes, pelo que regressaria no outono, batendo todos os recordes do “Scala”, com um total de 67 representações. É durante esse período que a ópera adquire o seu título definitivo abreviado, "Nabucco", oficializado em 1844, já que o título original era "Nabuccodonosor". A ação desenrola-se durante o reinado de Nabuccodonosor II, rei da Babilónia que subiu ao poder 605 anos antes de Cristo, e que foi o responsável pela reconstrução da cidade considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo. Cerca de 20 anos depois de ter sido coroado, Nabuccodonosor parte à conquista das terras de Judá, destruindo o Templo de Salomão e fazendo numerosos prisioneiros, que leva consigo para a Babilónia na condição de escravos.

Antena 2



  sentidos 

Imagem “As sete obras de misericórdia” | Pieter Brueghel, o Novo | Depois de 1616

  ponte 

Que ninguém faça da sua crença um museu que se visita. Ela deve ser algo que está vivo aqui e agora, como mais um pulsar do nosso coração. Aqui e agora: sem isso, o cristianismo nada vale. Igrejas que sejam como templos pagãos gregos, visitados por turistas, que pena que dão, se ninguém nelas reza no momento em que tanta gente por elas passa. Com efeito, a pessoa mergulhada em oração constitui o verdadeiro alicerce dessa igreja, dessa catedral.

Gabriel Magalhães



 

Edição: Rui Jorge Martins
Imagem de topo: Kazimierz Głaz | Center for Contemporary Art, Toronto, Canadá | D.R.
Publicado em 08.03.2020

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos