Vemos, ouvimos e lemos
Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosLigaçõesBrevesAgenda Arquivo

Fé e cultura

Bispo do Porto inaugura "experimentadesign" e pede aos portugueses para acreditarem em Portugal

O bispo do Porto inaugurou hoje em Lisboa a “experimentadesign” (EXD 11) com uma conferência onde pediu aos portugueses para acreditarem em Portugal.

«Temos todas as condições para mostrar que somos bons, quando nos aplicamos e há condições para isso», afirmou D. Manuel Clemente, citado pela Agência Ecclesia, acrescentando que o país pode contribuir «para o devir europeu e até universal».

«Nós transportamos para o presente e para o futuro, é isso que nos projeta, uma capacidade de agir, de interagir e reconstruir», apontou o também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

D. Manuel Clemente observou que a crise pode servir para que Portugal «se retome por aquilo que é», e acrescentou: «Somos muito, podemos ainda ser mais».

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações falou aos jornalistas após a conferência de abertura da bienal, que este ano é dedicada ao tema ‘Useless’ (inútil/sem uso).

O prelado considerou que o debate em volta da «utilidade e inutilidade» é da «maior relevância num momento de profunda interrogação acerca do presente», em Portugal e na Europa.

«Se estamos mesmo convencidos de que o eixo, o nó, o fulcro de qualquer resolução é a dignidade de cada pessoa humana, revemos as prioridades», declarou o Prémio Pessoa 2009.

Na sua conferência, D. Manuel Clemente apelou a uma utilidade que não reduza as pessoas a «utensílios», valorizando «uma complementaridade essencial» no ser humano e na sociedade, de modo que todos sejam «úteis».

«Entre pessoas, o tempo nunca é dinheiro, porque cada uma delas é o máximo valor», assinalou o prelado, que apelou à «restauração das vizinhanças» e à promoção da «interculturalidade» na organização das cidades.

O bispo do Porto afirmou que os portugueses são marcados por «algum pessimismo», que se contrapõe a uma visão dos estrangeiros sobre Portugal, visto como «uma cultura interessantíssima», num «ambiente muito agradável».

«Queríamos abrir as conferências de Lisboa não com um designer, arquiteto ou alguém da comunidade criativa, mas com alguém que pudesse trazer um olhar diferente sobre a ideia do uso», explicou a diretora da bienal, Guta Moura Guedes, ao justificar a escolha de D. Manuel Clemente para a conferência de abertura da EXD 11.

A responsável apresentou o bispo do Porto aos participantes como uma das «mais importantes figuras da cultura portuguesa».

O site da bienal, que termina a 27 de novembro, refere que o programa «propõe um questionamento aprofundado da ideia de utilidade e do conceito de “sem uso”», constituindo, nas palavras da diretora, o tema “mais provocador” da história de uma iniciativa que em 2011 apresenta 126 eventos e 164 convidados de 18 países e quatro continentes.

 

Octávio Carmo / Rui Jorge Martins
© SNPC | 28.09.11

Foto
D. Manuel Clemente

 

 

 

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Subscreva

 


 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página

 

 

 

2011: Eurico Carrapatoso. Conheça os distinguidos das edições anteriores.
Leia a última edição do Observatório da Cultura e os números anteriores.