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Cinema

Enviada da Pastoral da Cultura a San Sebastian explica prémio Signis para "Kiseki"

A Associação Católica Mundial para a Comunicação, Signis, atribuiu o seu prémio no 59.º Festival de Cinema de San Sebastian, em Espanha, ao filme japonês “Kiseki” (“I wish” ou “Milagro”, nas versões inglesa e castelhana), realizado por Hirokazu Kore-Eda.

Inês Gil, enviada dos secretariados nacionais da Pastoral da Cultura e das Comunicações Sociais ao júri Signis, salienta que o certame «foi particularmente interessante», dado que a sua seleção oficial foi «diversificada entre temáticas e estilos, alguns bastante ousados».

Kiseki, refere a professora universitária de cinema em texto enviado para o site da Pastoral da Cultura, «é a história de dois irmãos, de 10 e 12 anos, que vivem separados; com o divórcio dos pais, Koichi, mais velho, ficou com a mãe, enquanto Ryunosuke, mais novo, vive com o pai.

Enquanto Koichi sonha, como a maior parte das crianças, em reunir de novo os seus pais, o irmão mais novo lembra-se claramente do mau estar provocado pelas inúmeras discussões e duvida que essa seja a melhor solução. Porém, Ryunosuke deixa-se convencer quando o irmão lhe fala de uma “crença” segundo a qual um desejo se pode realizar quando feito no ponto de cruzamento de dois comboios em andamento.

Fotograma

Hirokazu Kore-Eda propõe uma narrativa linear descentrada, que acaba por convergir no encontro dos irmãos para a realização do eventual milagre. Este acontece mas não da forma como tinha previsto... afinal, está em jogo perceber se a natureza de um milagre está na transformação da realidade ou na sua verdadeira compreensão, o interiorizar de uma verdade que nos permite continuar a viver e a crescer, avançando da forma mais construtiva para futuro.

O filme é uma viagem iniciática na realidade da vida que nos transmite a aceitação do que não é possível mudar, libertando-nos das ilusões que nos impedem de crescer. 

Através de Kiseki, o realizador japonês mostra que o lugar da fé reside em cada ser humano, e que basta acreditar para se manifestar. Os milagres, na sua maioria, são interiores. Por isso, é preciso ouvir em silêncio o que a vida nos apresenta e deixarmo-nos levar por ela.

Mais uma vez, o cinema apresenta uma grande lição de vida, cheia de força e esperança. É libertador e enriquece a nossa procura de luz, num caminho tão misterioso», destaca Inês Gil, da equipa de cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Cartaz

A declaração do júri Signis assinala que «é um enorme prazer ver como uma criança oprimida entre um vulcão e a sua situação familiar procura um milagre que reúna, de vez, a sua família».

«A estrutura narrativa descentrada e de uma beleza visual assinalável, liga-nos a umas personagens muito bem desenhadas, permitindo-nos a ligação a estas e aos seus sonhos.»

«Abordando a temática atual do divórcio, o filme reafirma a capacidade das crianças de superarem situações de crise e enfrentarem o futuro com esperança», conclui a equipa de jurados, que além de Inês Gil foi composta por Alan Foale (Reino Unido), Edorta Kortadi (Espanha), Maria Luengo (Espanha) e Magali Van Reeth (França).

 

 

Inês Gil / RJM
© SNPC | 03.10.11

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