Formação
Faculdade de Teologia lança curso sobre o Concílio Vaticano II
«A 11 de outubro de 1962 celebrou-se a história abertura do Concílio Vaticano II. É preciso dizer que houve um antes, um durante e um pós-concílio, e que este está longe de se declarar terminado.
De facto, se foi com surpresa que a Igreja e o mundo escutaram de João XXIII a convocatória desta extraordinária assembleia, não se pode dizer que não existisse uma maturação, tanto teológica como pastoral, que podia garantir a viabilidade daquele evento.
Depois foi o processo do Concílio: mais de dois mil bispos participantes, centenas de teólogos e peritos e uma repercussão mediática apaixonada.
A elaboração dos principais documentos, as várias versões em discussão, a vivacidade dos debates mostravam a Igreja num fundamental movimento de autocompreensão, em diálogo recuperado com as Fontes da sua Tradição e numa abertura às questões do presente e da história.
E, por fim, o grande e complexo período de receção do Concílio, onde agora nos encontramos. Há posicionamentos diversos e hermenêuticas não necessariamente convergentes, mas um dado parece fazer o consenso: o olhar em relação ao Concílio Vaticano II e à sua herança é absolutamente decisivo para perceber os caminhos atuais da Igreja no tempo.»
A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, propõe para 2011-2012 o curso de doutoramento em Teologia Sistemática intitulado «Caminhos da Igreja no tempo – O Concílio Vaticano II, 50 anos depois».
A segunda fase de candidaturas decorre de 6 e 9 de setembro e o início do ano letivo está agendado para o dia 19 do mesmo mês.
«O “aggiornamento” como categoria teológica», «O Concílio na cultura católica portuguesa», «Cultura e vocação integral do Homem: um desafio conciliar» constituem algumas das 12 cadeiras distribuídas por quatro semestres.
Os temas do programa incluem também análises do ponto de vista da revelação divina, Bíblia, história, eclesiologia, liturgia, e moral, com cadeiras que podem ser frequentadas por ouvintes, isto é, pessoas que não queiram fazer o doutoramento ou não tenham habilitações académicas para o frequentar.
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31.07.11







