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História

Igreja de São Pedro de Lourosa faz 1100 anos: é uma das mais antigas de Portugal e a «única» do período moçárabe

A igreja de São Pedro, em Lourosa, com 1100 anos, é uma das mais antigas de Portugal e é a «única igreja moçárabe em Portugal», afirmou o pároco, padre Higino Tchikala, em declarações à Renascença.

O espaço, caracterizado pela quase total ausência de imagens e pinturas, tem arcadas de pedra e a pia batismal original ainda se pode ver. No interior os arcos em ferradura recordam que os árabes dominaram a região entre o século XVIII e XI. Uma inscrição numa pedra remete para o ano 912. No exterior as sepulturas nas rochas também chamam a atenção.

«São vários os pontos de interesse desta igreja», monumento nacional, assinala o site do Igespar.

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«A sua planta (ou o que podemos reconstituir do seu plano original) é uma derivação extremamente fiel dos modelos áulicos asturianos do século IX, com narthex (possivelmente de compartimento único correspondendo apenas ao prolongamento da nave central), corpo de três naves, separadas entre si por arcarias triplas de arco em ferradura, nave transversal com cruzeiro dominante, este separado da nave central por uma desaparecida eikonostasis (de que restam ainda os vestígios do suporte), e cabeceira presumivelmente tripartida, embora seja impossível definir, com exatidão, o traçado fundacional desta parte do templo», acrescenta a página do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico.

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O início das celebrações jubilares ocorre este domingo, 15 de janeiro, com uma missa às 11h00 presidida pelo bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes. Antes há uma arruada e às 15h30 realiza-se um concerto.

O programa comemorativo inclui eventos religiosos e culturais, como a celebração de uma “missa gregoriana”, ciclos de conferências, concertos de música medieval, exposições de pintura e fotografia, além de uma “feira moçárabe”, entre outras atividades.

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As comemorações, que terminam a 2 de setembro, vão contribuir para dinamizar o artesanato local e o comércio de produtos da terra.

Os moçárabes eram os cristãos que viviam na península ibérica durante o domínio árabe. Desenvolveram uma liturgia própria que prolongou a tradição suevo-visigótica.

A reconquista cristã, apoiada por povos do Norte da Europa, trouxe a Portugal um cristianismo com influências da reforma gregoriana e monástica, que progressivamente apagou a herança moçárabe.

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Em Portugal assiste-se ao encontro entre dois cristianismos: o moçárabe organiza-se em torno de dioceses; o que vem do norte constitui-se à volta da vida monástica.

À exceção de Braga, onde vigorava o Rito Bracarense, e de Toledo, que sempre manteve o Moçárabe, a Península Ibérica adotou o rito romano a partir de 1080.

No fim deste artigo pode ouvir o canto do Pai-nosso atribuído à tradição moçárabe, interpretado pelos monges de S. Domingo de Silos, Espanha.

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Renascença / Filipe d'Avillez / SNPC
© SNPC | 15.01.12

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