Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosLigaçõesBrevesAgenda Arquivo

Fé e cultura

Arcebispo de Braga quer criar mais oportunidades de diálogo entre Igreja e sociedade

O arcebispo de Braga, D. Jorge, Ortiga, quer criar na arquidiocese um «pátio dos gentios», espaço aberto para escutar e debater as opiniões das pessoas distanciadas do cristianismo ou da religião.

Na intervenção de abertura das Jornadas da Cultura sobre “Religião, Igreja e Sociedade”, que se realizam em Braga a 19 e 20 de novembro, o prelado sublinhou que uma das prioridades da arquidiocese é «dar lugar a novas relações entre fé e razão».

O encontro manifesta «a pertinência do cristianismo no contexto do debate público», afirmou o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa», acrescentando que «a história europeia é um claro exemplo da tensão permanente» entre fé e razão.

«Diante das grandes questões que alimentam a discussão pública entre ciência e religião, podemos concluir que a cultura sem a referência à fé perde uma parte da sua fundamentação e a fé sem a compreensão da razão fica privada da racionalidade que a acredita», referiu.

Depois de citar a recente exortação pós-sinodal de Bento XVI, «A Palavra do Senhor», onde se salienta a necessidade de «reconhecer a importância da cultura como tal para a vida de cada homem», D. Jorge Ortiga admitiu que essa prioridade «nem sempre» foi «convenientemente interpretada na pastoral».

O encontro com a cultura não é uma novidade para a Igreja Católica, mas é preciso reinventar esse diálogo.

«Se é verdade que ao longo dos séculos, a Palavra de Deus se tornou inspiradora das diversas culturas “gerando valores morais fundamentais, expressões artísticas magníficas e estilos de vida exemplares”, urge potenciar um encontro inédito e sempre renovado da Bíblia e dos grandes princípios do cristianismo com a diversidade das expressões culturais», disse o prelado.

«Nesta convergência necessária, que respeita pensamentos e estilos de vida diferentes, situo a perspetiva dos resultados destas Jornadas Culturais. Espero que não sejam mais um conjunto de conferências de garantida qualidade pelo renome dos intervenientes. Ouso esperar que se provoque um encontro verdadeiro que espelhe no presente e projete no futuro caminhos novos de diálogo entre a fé e razão», indicou D. Jorge Ortiga.

Para o arcebispo de Braga, o ensino superior é um palcos privilegiados para o encontro entre fé e cultura: «O espaço da arquidiocese está dotado dum conjunto de instituições universitárias cujo potencial pode e deve ser aproveitado para desenvolver a inteligência do pensamento, suscitar o encontro e o debate cultural entre as diversas ciências humanas».

«A Universidade – prosseguiu – deve estar atenta ao meio cultural que a rodeia para exercer aí a sua missão inteligente de serviço à causa pública. A Igreja, por seu lado, também tem marcado a cultura com a originalidade do seu pensamento nas mais diversificadas manifestações artísticas. Tal como a Universidade, o mundo eclesial precisa sempre de extravasar o âmbito dos espaços sagrados e entrar na vida dos homens, propondo de forma clara e inequívoca a sua conceção acerca do sentido da vida humana.»

«Nesta perspetiva, partilho uma preocupação pastoral que sempre me acompanhou. Necessitamos, como Igreja, de ouvir e escutar as expectativas e as preocupações da humanidade. Daí que estas Jornadas se inserem neste movimento criativo de um espaço aberto à reflexão múltipla, de acolhimento, de debate em torno de assunto sempre oportuno a toda a sociedade».

D. Jorge Ortiga recordou que esta prioridade «está expressa e assumida como imprescindível no Programa Pastoral da arquidiocese: “Criar espaços onde, através do mundo da arte e da cultura, a palavra de Deus possa dialogar segundo as exigências dos tempos modernos”».

«Esta opção torna-se ainda mais concreta quando, no mesmo local, afirmamos: “Ponderar a criação, tal como sugerido pelo Papa Bento XVI, de um “pátio dos gentios”. Seria um espaço multidisciplinar, aberto a crentes e não crentes, que terá como principal preocupação um diálogo franco e aberto sobre as várias dimensões da vida humana”», através da realização de «conferências, tertúlias e exposições sobre as grandes questões que afetam o homem, a sociedade, a ciência e a economia».

As Jornadas da Cultura, organizadas pela Pastoral Universitária e Vigararia Episcopal da Cultura e Diálogo da arquidiocese de Braga, pretendem refletir sobre a relação da religião com a sociedade portuguesa, analisando igualmente o papel da Doutrina Social da Igreja Católica na vida social.

A iniciativa, que decorre no Auditório Vita, visa também «possibilitar um espaço de reflexão e de tomada de consciência das tarefas a que os cristãos leigos estão chamados a desenvolver no vasto campo da vida pública e nas atuais circunstâncias da sociedade portuguesa», refere o desdobrável das Jornadas.

 

Programa

Dia 19

Imagem

 

Dia 20

Imagem

 

Rui Martins
© SNPC | 19.11.10

Poster















Citação




















Citação



















Citação

 

 

Artigos relacionados

 

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Subscreva

 


 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página