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Tradição e contemporaneidade

Os vitrais de Sigmar Polke

Sigmar Polke (1941-2010), considerado um dos maiores artistas alemães contemporâneos, nasceu na Silésia, atual Polónia.

Na década de 1960 estuda na Academia de Artes de Dusseldorf, sendo nesses anos um dos fundadores do movimento “realismo capitalista”, resposta crítica ao “realismo socialista” dos países do bloco comunista. Inscreve-se igualmente no movimento Pop Art americano encabeçado por Andy Warhol.

O trabalho de Polke mistura diferentes estilos e técnicas, pelo que é dificilmente classificável. A partir dos anos 1970, o artista passa a incluir elementos da fotografia nas suas obras, influenciado por uma viagem feita em 1974 ao Paquistão e Afeganistão. Experimenta técnicas ligadas aos procedimentos fotográficos através da utilização de produtos fotoquímicos, criando desta forma quadros que mudam segundo a luz e a temperatura.

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No outono de 2009 foram inaugurados doze vitrais de Polke criados para a Grossmünster, em Zurique, Suíça. O primeiro dos dois conjuntos compõe-se de sete vitrais realizados com pedras de ágata, montados como um mosaico; o outro, de cinco vitrais figurativos, representa personagens do Antigo Testamento.

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Para estes, Polke inspirou-se em motivos medievais extraídos de iluminuras posteriormente trabalhados por computador. Os vitrais foram montados segundo técnicas tradicionais, misturando, nos motivos e na armação, a criação contemporânea com as técnicas clássicas da arte do vitral.

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In Narthex / rm
© SNPC | 28.06.10

Vitral

 

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