
O negócio da espiritualidade
A espiritualidade continua a suscitar muito interesse nestes dias pós-modernos. Basta olhar para o Top de livros mais vendidos da FNAC, para constatar que a temática espiritual está no topo da procura. "O Segredo", de Rhonda Byrne, está em primeiro lugar, já vendeu mais de 350 mil exemplares em todo o mundo; em segundo lugar Mia Couto, com os seus "Venenos de Deus - Remédios do diabo", em quarto lugar o livro de Alexandra Solnado, "Mais Luz - Pergunte, o Céu Responde"; em sétimo lugar de vendas, está Luísa Castel-Branco que escreve acerca da "Alma e os mistério da vida".
O Homem anda à procura Deus. Procura Deus e ajuda em livros esotéricos, em livros com histórias sobrenaturais, livros de auto-ajuda, livros religiosos, mas que pouco ou nada valem, ajudando apenas a promover e a enriquecer a quem os escreve.
O negócio da espiritualidade vende bem porque, mesmo nesta era tecnológica, individualista e ateísta, o Homem continua com necessidades espirituais e, algumas vezes sem saber, anda desesperadamente à procura de Deus. O grande escritor Dostoievski já dizia que: "O homem possui dentro de si, um vazio do tamanho de Deus." Nessa procura desenfreada, o Homem tenta encaixar muitas coisas erradas e desviantes, precisamente porque nem toda a espiritualidade é boa e aponta para o verdadeiro Deus. "Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte" (Provérbios 16:25). Só quando o Homem é encontrado pela graça de Deus e compreende a obra perfeita e redentora de Jesus Cristo, se vai sentir preenchido e verdadeiramente feliz. Existe apenas um Caminho para Deus, revelado pelas Sagradas Escrituras, "disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6).
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Jorge Oliveira
in Canto do Jo
14.07.2008
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