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«Um abraço a José Mattoso»: D. Tolentino Mendonça saúda Prémio Árvore da Vida 2019

O arcebispo D. José Tolentino Mendonça destaca hoje, na crónica semanal no Expresso, o historiador José Mattoso, que este sábado recebe, em Fátima, o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes.

Na crónica intitulada “Um abraço a José Mattoso”, o responsável pela biblioteca e arquivo do Vaticano faz questão de associar-se à homenagem que «a Igreja portuguesa, através do seu Secretariado nacional da pastoral da cultura, presta a uma das figuras mais extraordinárias da nossa contemporaneidade».

«Sei que José Mattoso habitou e habita outros lugares: Leiria onde nasceu, Singeverga onde fez a experiência religiosa como monge, Lovaina onde se tornou um medievalista, o mosteiro de Montserrat na Catalunha a que recorreu para as novas buscas de rumo, Portalegre com o trabalho marcante de alfabetização de adultos, depois a atividade docente e de investigação que o trouxeram a Lisboa, depois a temporada em Timor, depois o regresso», evoca o prelado.

O primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura sublinha que o caminho de José Mattoso «tece-se num trânsito amplo e aberto», e revela que entre os seus livros que mais aprecia está “A escrita da história. Teoria e Métodos” (Estampa, 1988).

«Os historiadores poderão lê-lo certamente como uma instigadora visão da história. Mas os poetas que o lerem vão também colher uma preciosa iniciação à poesia. Os que desejam sobretudo modalidades práticas para organizar o conhecimento acharão muitos dados relevantíssimos. Porém, isso será válido também para quantos sentem dentro de si o apelo da contemplação», escreve D. Tolentino Mendonça.

O Prémio Árvore da Vida, atribuído há 15 anos consecutivos para destacar um percurso ou obra que, além de atingirem elevado nível de conhecimento ou criatividade estética, refletem o humanismo e a experiência cristã, consiste na escultura “Árvore da Vida”, de Alberto Carneiro, e o valor pecuniário de 2.500 euros, patrocinado pelo grupo Renascença.

O júri da edição de 2019 foi constituído pelos bispos D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, e D. Américo Aguiar, presidente do Conselho de Gerência da Renascença, P António Trigueiros, S.J., Maria Teresa Furtado, Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos Seabra Pereira.

Nas edições anteriores o Prémio galardoou o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro, o professor de Medicina e Bioética Walter Osswald, o ator e encenador Luís Miguel Cintra e o ator Ruy de Carvalho.


 

Texto e imagem: Rui Jorge Martins
Fonte: Expresso
Publicado em 01.06.2019

 

 
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