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Deus ao nosso colo

Uma das fantásticas e maravilhosas alegrias do Natal é encontrar-se com o Deus Menino, a Criança Adorável que nos inunda de ternura e amor. Ter a Deus no colo, no nosso coração, na manjedoura da nossa alma, para balançá-lo e afagá-lo com carinho, expressando para Ele o quanto significa para nós, e quanto precisamos dEle. 

Certamente esta presença divina pequenina entre nós faz-nos descobrir a verdadeira face de Deus, a sua infinita misericórdia e bondade. Faz-nos acreditar que é possível sonhar com um mundo sem guerras, com uma humanidade nova, fraterna e solidária.

Na sua fragilidade, candura e inocência fortalece-se o nosso propósito de lutar pela paz, pela não violência, pela firmeza da verdade. Iluminados pela sua graça reconciliamo-nos com a vida, com as nossas origens, superando e curando as nossas feridas, mágoas e deceções.  

Existe realmente a terapia do Natal, que nos permite desenvencilharmo-nos do que nos pesa na consciência, o que levamos de lembranças negativas, para renascer e recuperar a alegria e o gozo de viver.

O infinito e o divino irromperam no tempo e fizeram morada permanente na nossa história, tornando-se um vizinho, um amigo e companheiro de jornada, para comunicar-se plenamente, sem mediações mediáticas ou virtuais, para poder abraçar e restaurar a nossa pobre condição.

Sim, o sagrado fez-se gente, para que nós, pela graça, participássemos da sua divindade, para sanar o mundo, para torná-lo um presépio cheio de harmonia, equilíbrio e sustentabilidade amorosa em comunhão com toda a criação, acolhendo todas as criaturas no banquete da vida e do Reino.

Por isso é necessário anunciar como os anjos o Natal, com a poesia e musicalidade da concórdia dos corações, com a delicadeza e gentileza, de quem cuida, ama e protege, pois o Natal, como bem afirmava a imortal poetisa Cecília Meirelles, celebra-se uma vez no ano, mas acontece infinitas vezes na vida de cada pessoa, quando deixamos o Deus Criança entrar de novo na nossa alma sedenta de amor e de beleza.

Que possamos ter uma vez mais esta experiência de “recriançar” a nossa vida com fé, ternura e a pureza do Menino Deus. Deus seja louvado!

 

D. Roberto Paz
Bispo de Campos (Brasil)
In Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
26.12.13

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