Arte e espiritualidade
Basílica de Santa Maria Maior, em Roma
A Igreja Católica assinala a 5 de agosto a memória da basílica de Santa Maria Maior, em Roma, considerada a igreja mais antiga do Ocidente dedicada a Nossa Senhora.
Uma lenda narra que a Virgem apareceu na noite de 5 de agosto de 352 ao papa Libério e a um patrício romano e sua esposa, convidando-os a construir uma igreja no local onde haveriam de encontrar neve.
Na manhã seguinte, em pleno verão, a visão foi confirmada no cume do Monte Esquilino, o que os levou a erguer um santuário, que mais tarde, após a divulgação da lenda, viria a tomar o nome de Santa Maria das Neves. A cada 5 de agosto deixam-se cair pétalas brancas no interior da basílica para lembrar a narrativa.
As dimensões atuais da igreja, que também se denominou de Santa Maria do Presépio, datam do pontificado de Sisto III, que a aumentou significativamente após a aclamação da Mãe de Jesus como Mãe de Deus, no seguimento do Concílio de Éfeso (431). O seu recheio, como capelas e obras de arte, foi sendo acrescentado por confrarias, cardeais e papas ao longo dos séculos, até João Paulo II, que em 2001 inaugurou o museu da basílica.

Um dos principais tesouros da basílica é o “Salus Populi Romani”, um ícone de Maria com o Menino Jesus diante do qual os papas rezam e que, segundo os especialistas, terá pelo menos 1500 anos
De acordo com o Tratado de Latrão (1929) a basílica pertence à Santa Sé, apesar de estar localizada em território italiano, gozando de um estatuto semelhante ao das embaixadas.





Salus Populi Romani


















© SNPC | 05.08.12








