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Átrio dos Gentios

Texto do «Direito de Resposta» enviado pela Diocese do Funchal ao jornal "Público"

Exmo Sr. Diretor

No uso das faculdades que a lei confere, solicita-se a publicação do seguinte DIREITO DE RESPOSTA ao texto que abaixo se referencia.

Diocese do Funchal e o “diálogo com os ateus”

1. Foi publicado, na 11ª página da edição do Público de 5 de Maio último, um texto intitulado «Bispo do Funchal suspende projecto de diálogo com ateus», assinado por Tolentino de Nóbrega e que não corresponde minimamente à verdade, devendo ser esclarecido.

2. Independentemente de quem possa ser a sua “fonte”, a verdade é que o BISPO DO FUNCHAL NÃO PROIBIU e nem sequer podia ter dado ordens para suspender um projecto, que não lhe foi apresentado, e que a realizar-se carecia do seu conhecimento e autorização, como iniciativa que extravasava a paróquia.

3. Se houve suspensão das eucaristias dominicais, que o pároco de Santa Maria Maior tinha decidido celebrar na Capela do Corpo Santo, deve ser o próprio a informar e esclarecer essa decisão! A Diocese nunca se opôs a que fosse celebrada essa missa da responsabilidade paroquial.

4. O artigo refere uma celebração que devia ser presidida, no domingo seguinte, por um sacerdote, que não o respectivo pároco, procurando induzir o leitor de que a suspensão daquelas eucaristias teria a ver com a pessoa do celebrante previsto. Para além da falsidade da suspeita, todos os madeirenses sabem que esse sacerdote é pároco em duas paróquias no Funchal, nunca deixando de dar as suas opiniões sobre tudo o que lhe apraz.

5. Pior ainda, o jornalista deixa a ideia de que pode estar por detrás da dita suspensão, uma pressão das autoridades civis da Região, o que já demonstra a intenção real do texto! Vê-se, claramente, até pelo desenvolvimento da notícia e pela chamada de última página, que o objectivo era fazer crer aos leitores uma dependência da Igreja em relação às autoridades civis da Região, tão absurdo como todo o teor geral do artigo.

6. Surpreendentemente foi conhecido, através da comunicação social, que existiria, subjacente à celebração daquelas eucaristias, um projecto que vai muito para além daquilo que é da competência paroquial, que o Publico diz ter sido iniciado a 15 de Abril e com pormenores que a Diocese desconhecia. Fala de “átrio dos gentios”, uma ideia lançada por Sua Santidade o Papa Bento XVI, que deve ser correctamente entendida, na linha do seu próprio pensamento de diálogo cultural e de abertura a crentes e a não crentes, no quadro da nova evangelização. Nada disso tem a ver com a utilização do espaço daquela capela para eventos destes e de outros âmbitos, para os quais se torna necessária a autorização da Diocese.

7. Aliás, o título do referido artigo manifesta desconhecer a real situação de simpatia e boa relação do Bispo do Funchal, D. António Carrilho, com a comunidade diocesana e a população madeirense em geral, incluindo personalidades e agentes culturais das mais diversas posições religiosas e áreas do conhecimento.

 

Secretaria Episcopal do Funchal, 7 de Maio de 2012

Padre António Estêvão Fernandes

 

© SNPC | 10.05.12

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