Vemos, ouvimos e lemos
Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosIgreja e CulturaPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosPerspetivasConcílio Vaticano II - 50 anosPapa FranciscoBrevesAgenda VídeosLigaçõesArquivo

Leituras

Editora Princípia lança novos livros sobre Papa Francisco e D. Manuel Clemente

"O meu amigo Jorge", "O Papa Francisco ", e "O Evangelho e a vida", do patriarca de Lisboa, constituem as novidades natalícias da Editora Princípia, sob a chancela da Lucerna, que chegaram esta quinta-feira às livrarias.

Dirigido às crianças, "O meu amigo Jorge - Histórias da vida do Papa Francisco" (48 páginas, 9,95 €), de Jeanne Perego (texto), Giovanni Manna (ilustrações), é uma biografia que recorda alguns dos lugares da cidade de Buenos Aires, onde o atual pontífice viveu e desempenhou parte do seu ministério..

«Plaza de Mayo, o farol do yatch club argentino, a casa n.º 531 da Rua Membrillar, a praceta Herminia Brumana, a Basílica de São José de Flores e tantos outros lugares da capital argentina por onde passou e viveu são os narradores das histórias cativantes» de um livro que se estende até à data da eleição papal, refere a sinopse.

Imagem

 

Imagem

 

 

"O Papa Francisco - Quem é, o que pensa e o que o espera"

Assinado por Stefan von Kempis, "O Papa Francisco - Quem é, o que pensa e o que o espera" (160 páginas, 24,90 €) acompanha os dias entre o anúncio da renúncia de Bento XVI e os primeiros momentos do novo pontificado em Roma.

O livro descreve, «com conhecimento de causa», o caminho percorrido por Jorge Bergoglio até à cátedra do bispo de Roma», revela «uma imagem multifacetada» da sua personalidade, descreve o seu «novo estilo no Vaticano» e aponta «alguns dos desafios que se lhe colocarão durante o seu pontificado».

«Neste volume repleto de belíssimas imagens, assumem assim nova vida os grandes temas e acontecimentos relacionados com a vida e a missão da Igreja Católica na atualidade», sublinha a nota de apresentação.

Foto

 

 

O Evangelho e a vida - Conversas da rádio no Dia do Senhor

Entre 2001 e 2013, D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, apresentou semanalmente, na Renascença, a sua perspetiva das leituras bíblicas proclamadas nas missas dominicais.

"O Evangelho e a vida" (320 pág., 14,75 €), correspondente aos Evangelhos dominicais do ano litúrgico A, que começa a 1 de dezembro, «regista o muito que foi dito e partilhado» pelo prelado no programa "Dia do Senhor".

Da obra que vai ser lançada a 28 de novembro, em Lisboa (Livraria Ferin), pelas 18h30, com apresentação do Marcelo Rebelo de Sousa, oferecemos um excerto, relativo ao Evangelho do 1.º Domingo do Advento, precisamente o primeiro dia de dezembro.

 

Evangelho

«Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou.

Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.

Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque, na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem."» (Mateus 24, 37-44)

 

Meditação

Aí temos palavras fortes, com essa alusão ao antiquíssimo dilúvio e como exortação presente e futura de Jesus para nos lembrar essa dimensão de expetativa em que devemos permanecer. Na alusão ao dilúvio é, aliás, usada uma expressão que eu retive particularmente: nos dias de Noé, nas vésperas do dilúvio, faziam o que faziam sempre – comiam, bebiam, casavam, davam em casamento – e «não deram por nada», até que veio o dilúvio.

«E não deram por nada»! Esta expressão quer dizer viver indiferentemente, ao correr da pena e ao sabor das coisas. No fundo, viver como se tudo estivesse garantido quando não está, viver como se estivéssemos na eternidade que ainda não somos, como se estivéssemos no definitivo que ainda não temos. Depois, há surpresas que nos abrem os olhos, às vezes já tarde demais, pelo menos neste mundo. É importante «dar por», reparar, tomar consciência da situação que é a nossa, com a beleza que tenha ou com a dificuldade que comporte, mas que não é definitiva.

Temos de estar prontos e disponíveis para algo mais, para algo diferente. Jesus, a este propósito, utiliza a pequena parábola do homem que estava tão distraído que deixou que viesse o ladrão, que lhe arrombasse a porta e lhe roubasse a casa. Não sabemos se, depois, se queixou, mas certamente queixou-se, apesar de Jesus não o dizer. Porque o que Jesus quer é tirar a conclusão que logo se segue: «Por isso, estai vós também preparados, porque, na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem». E esta é uma maneira de Ele Se referir a Si próprio: «Filho do homem».

Mas o que é estar preparado? O que significa estar preparado hoje, neste primeiro domingo do Advento? É estar disponível: não estar preso, amarrado, agarrado, não digo sequer às coisas, mas pelas coisas; é não deixar que elas tomem conta do nosso coração. E o mesmo se pode dizer das circunstâncias: umas, porque são muito alegres, muito eufóricas, não nos deixam ver mais nada; outras, porque são tão tristes, deixam-nos desesperados. Quantas vezes deixamos que as coisas tomem conta do nosso coração, quando devia ser o nosso coração a tomar conta das coisas? Ora, a melhor maneira de «tomar conta» das coisas é não ficar agarrado a elas. Daí que Jesus, do princípio ao fim do Evangelho, exorte tanto ao despojamento, à pobreza se quisermos.

Isto tem certamente implicações práticas. Mas não estar agarrado materialmente às coisas é antes de mais uma atitude espiritual, como esclarece São Mateus. Sem isso, nós não estamos livres, não estamos disponíveis para a novidade absoluta de Deus. Tentamos contentar-nos e entreter-nos com aquilo que não nos saciará e não estamos disponíveis… Ficamos atarantados ou então amedrontados: «Ai que me podem tirar isto», «Ai que pode acontecer (ou não acontecer) aquilo», «Ai … Ai… Ai…». Temos o coração nas coisas e morremos se elas desaparecem. Não pode ser assim, porque a verdadeira libertação cristã está na absoluta polarização naquele que vem! Então, pode vir o que vier, porque essencialmente é Ele que vem!

Nós deveríamos viver a partir desta realidade definitiva da vinda do Senhor. Ou seja, tudo quanto Cristo manifestou na História está oferecido e está garantido da parte d’Ele, mas tem de ser acolhido com toda a disponibilidade da nossa parte, como se acontecesse agora; como se o horizonte de cada dia fosse esse eterno dia, que vem do futuro para o hoje, e que alarga o hoje a essas tais dimensões de eternidade. Tudo isto concentrados na pessoa de Jesus e concretizado n’Ele… De olhos postos nesse rosto que acaba por destacar-se entre todos os outros com uma configuração definida.

É uma educação do olhar espiritual que nos leva a ver Jesus nos outros e que, mesmo sem os outros, nos permite reconhecê-l’O presente. Por isso, quer estejamos acompanhados, quer estejamos sós, é uma companhia. E isto é muito importante! É muito libertador ver que aqueles e aquelas que se treinaram assim, em atitude de advento, esperando o Senhor que vem, O conseguem divisar nas situações mais variadas e mais complexas. São para nós um grande estímulo, esses nossos irmãos e irmãs.

Agora estamos em tempo de viver em atitude de Advento e textos como este vão-nos ajudando a tomar consciência destas verdades. Mas é para depois vivermos em Advento sempre. Assim como a Páscoa não acaba no tempo pascal, assim como o Natal não se confina ao tempo do Natal que vem a seguir, assim como a Quaresma é a atitude penitencial de conversão que deve ser a nossa atitude sempre, assim também o tempo de Advento desafia-nos a viver na expetativa daquele que vem.

E o Advento – como tempo litúrgico ou soma dos nossos dias – passa depressa.

 

© SNPC | 14.11.13

Redes sociais, e-mail, imprimir

Capa

























































































































































Capa































































Capa

 

 

Artigos relacionados

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Receba por e-mail as novidades do site da Pastoral da Cultura


Siga-nos no Facebook

 


 

 


 

 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página