Espiritualidade cristã da árvore de Natal
Ao lado do presépio, nesta Praça de São Pedro, encontramos a tradicional "árvore de Natal". Também esta é uma antiga tradição, que exalta o valor da vida porque na estação invernal, a árvore sempre verde torna-se um sinal da vida que não perece. Geralmente, na árvore adornada e aos pés da mesma são colocados os dons de Natal. Assim, o símbolo torna-se eloquente também em sentido tipicamente cristão: evoca à mente a "árvore da vida" (cf. Gn 2, 9), figura de Cristo, supremo dom de Deus à humanidade.
Por conseguinte, a mensagem da árvore de Natal é que a vida permanece "sempre verde" se se torna dom: não tanto de coisas materiais, mas de si mesmo: na amizade e no carinho sincero, na ajuda fraterna e no perdão, no tempo compartilhado e na escuta recíproca.
João Paulo II
Ao prepararmo-nos para celebrar com alegria o nascimento do Salvador nas nossas famílias e nas nossas comunidades eclesiais, quando uma certa cultura moderna e consumista tende a fazer desaparecer os símbolos cristãos da celebração do Natal, seja compromisso de todos colher o valor das tradições do Natal, que fazem parte do património da nossa fé e da nossa cultura, para as transmitir às novas gerações. Em particular, ao ver estradas e praças das cidades enfeitadas com luzes resplandecentes, recordemos que estas luzes evocam outra luz, invisível aos olhos, mas não ao coração. Enquanto as admiramos, ao acendermos as velas nas igrejas ou a iluminação do presépio e da árvore de Natal nas casas, o nosso ânimo se abra à verdadeira luz espiritual trazida a todos os homens de boa vontade. O Deus connosco, nascido da Virgem Maria em Belém, é a Estrela da nossa vida!
Bento XVI
Vaticano
O primeiro voto é que o nosso olhar, da mente e do coração, não se detenha apenas no horizonte deste nosso mundo, nos bens materiais, mas seja como esta árvore, saiba elevar-se, dirigir-se a Deus. Ele nunca se esquece de nós mas pede que também nós não nos esqueçamos d’Ele!
O Evangelho diz-nos que na noite do santo Natal uma luz envolveu os pastores (cf. Lc 2, 9-11), anunciando-lhes uma grande alegria: o nascimento de Jesus, d’Aquele que veio trazer a luz, aliás Aquele que é a luz verdadeira que ilumina todos os homens (cf. Jo 1, 9). A grande árvore que daqui a pouco acenderei predomina sobre a cidade de Gubbio e com a sua luz iluminará a escuridão da noite.
Vaticano
O segundo voto é que isto faça recordar como também nós temos necessidade de uma luz que ilumine o caminho da nossa vida e nos dê esperança, especialmente neste nosso tempo, no qual sentimos de maneira particular o peso das dificuldades, dos problemas e dos sofrimentos, que até parece estarmos cobertos por um véu de trevas. Mas qual luz é capaz de iluminar deveras o nosso coração e de nos doar uma esperança firme, segura? É exatamente o Menino que contemplamos no santo Natal, numa gruta simples e pobre, porque Ele é o Senhor que se faz próximo de cada um de nós e pede que o recebamos novamente na nossa vida, que o amemos, tenhamos confiança nele, sintamos que está presente, que nos acompanha, apoia e ajuda.
Vaticano
Mas esta grande Árvore é formada por muitas luzes. O último voto que gostaria de expressar é que cada um de nós saiba levar um pouco de luz para os ambientes em que vive: na família, no trabalho, nos bairros, nas aldeias, nas cidades. Cada um seja uma luz para quem estiver ao seu lado; saia do egoísmo que com frequência fecha o coração e impele a pensar só em si mesmo; dê um pouco de atenção e amor ao outro. Cada pequeno gesto de bondade é como uma luz desta grande Árvore: juntamente com outras luzes é capaz de iluminar a escuridão da noite, inclusive a mais tenebrosa.
Bento XVI
Vaticano
Deus fez-se homem e veio para o meio de nós para dissipar a treva do erro e do pecado, trazendo à humanidade a sua luz divina. Esta luz altíssima, da qual a árvore natalícia é sinal e chamamento, não só não sofreu qualquer diminuição de tensão com o passar dos séculos e dos milénios, mas continua a resplandecer sobre nós e a iluminar cada homem que vem ao mundo, especialmente quando devemos atravessar momentos de incerteza e dificuldade. O próprio Jesus dirá de si: «Eu sou a luz do mundo; quem me segue não caminha nas trevas mas terá a luz da vida» (João 8, 12).
Bento XVI
Vaticano
Varsóvia, Polónia
Estocolmo, Suécia
Vilnius, Lituânia
Bruxelas, Bélgica
Nova Iorque, EUA
Berlim, Alemanha
Paris, França
Rio de Janeiro, Brasil
Milão, Itália
Praga, República Checa
Naples, EUA
Tóquio, Japão
Seul, Coreia do Sul
Puerto Princesa, Filipinas
S. Petersburgo, Rússia
18.12.12
Vaticano








