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«Eu sou o caminho, a verdade e a vida»: Meditação sobre o Evangelho do 5.º Domingo da Páscoa

Não se perturbe o vosso coração, tende confiança. São as palavras primárias da nossa relação com Deus e com a vida, aquelas que devem vir ao nosso encontro mal se abrem os olhos, a cada manhã: afastar o medo, ter confiança.

Ter confiança (nos outros, no mundo, no futuro) é um ato humano, humaníssimo, vital, que impulsiona para a vida. Sem a confiança não se pode ser humano. Sem a fé em alguém não é possível viver. Eu vivo porque confio. Neste ato humano respira a fé em Deus.

Tende fé em mim, Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Três palavras imensas. Que nenhuma explicação pode esgotar.

Eu sou a vida: a estrada para chegar a casa, a Deus, ao coração, aos outros. Sou o caminho: diante de mim não se ergue um muro ou uma barreira, mas horizontes abertos e uma meta. Sou a estrada que não se perde.

Shakespeare escreve que «a vida é uma fábula tola recitada por um idiota sobre o palco, plena de rumor e de furor, mas que não significa nada». Com Jesus, a fábula sem sentido torna-se a história mais ambiciosa do mundo, o sonho mais grandioso nunca sonhado, a conquista de amor e liberdade, de beleza e de comunhão: com Deus, com o como, com o homem.

Eu sou a verdade: não numa doutrina, num livro, numa lei melhor que outras, mas num "Eu" está a verdade, numa vida, na vida de Jesus, que veio para nos mostrar o verdadeiro rosto do homem e de Deus. O cristianismo não é um sistema de pensamento ou de ritos, mas uma história e uma vida (F. Mauriac).

Eu sou: verdade desarmada é o seu movimento livre, real e amoroso entre as criaturas. Nunca arrogante. Com ternura, essa irmã da verdade. A verdade são olhos e mãos que ardem (Ch. Bobin). Assim é Jesus: acende olhos e mãos.

Eu sou a vida. Que tens a fazer comigo, Jesus de Nazaré? A resposta é uma pretensão não menos que excessiva, não menos que desconcertante: Eu faço viver. Palavras enormes, diante das quais experimento a vertigem. A minha vida explica-se com a vida de Deus. Na minha existência, mais Deus equivale a mais eu.

Quanto mais Evangelho entre na minha vida, mais vivo eu sou. No coração, na mente, no corpo. E opõe-se à pulsão de morte, à destrutividade que nutrimos dentro de nós com os nossos medos, à esterilidade de uma vida inútil.

Por fim intervém Filipe: «Mostra-nos o Pai, e isso nos basta». É belo que os apóstolos peçam, que queiram compreender, como nós. Filipe, quem me viu, viu o Pai. Olha para Jesus, vê como vive, como ama, como acolhe, como morre, e entenderás Deus e a vida.

 

Evangelho do 5.º Domingo da Páscoa

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho».

Disse-Lhe Tomé:

«Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?».

Respondeu-lhe Jesus:

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já o conheceis e já o vistes».

Disse-Lhe Filipe:

«Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».

Respondeu-lhe Jesus:

«Há tanto tempo que estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: "Mostra-nos o Pai"? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em mim, que faz as obras. Acreditai-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».

 

P. Ermes Ronchi
In Lachiesa.it
Trad.: SNPC/rjm
© SNPC | 16.05.14

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