

Charles de Foucauld | D.R.
A Comissão de Arte Sacra da diocese de Setúbal inaugura a 1 de dezembro uma exposição de 30 pinturas de L. Sadino (irmão Luís de Sousa Coutinho) evocativas do Beato Charles de Foucauld, por ocasião do centenário da morte, ocorrida a 1/12/1916.
«A exposição reúne um conjunto de 30 trabalhos de diversas técnicas, nomeadamente aguarela, acrílico, óleo, grafite e pastel, onde o autor revisita, através de distintas abordagens estilísticas de índole figurativa, o percurso de um homem que tentou viver ao jeito da Sagrada Família, em Nazaré», refere um comunicado enviado ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.
A mostra, que estará patente no auditório da Biblioteca Municipal, vai ser inaugurada pelo bispo de Setúbal, D. José Ornelas, às 16h00, podendo ser visitada gratuitamente até 4 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h00, e aos sábados, das 14h00 às 19h00.
No dia de encerramento da exposição será exibido o filme “Des hommes et des dieux” (Dos homens e dos deuses, 2010), do realizador francês Xavier Beauvois, comentado pelo jornalista Mário Augusto (RTP), em sessão com início marcado para as 18h00.
A iniciativa é organizada em parceria com a Fraternidade dos Irmãos de Jesus, que está presente em Portugal com uma única comunidade, precisamente na capital do Sado, que remonta a 1973.
A espiritualidade dos Irmãos de Jesus, inspirada nos escritos do Beato Foucauld, tem como eixos a adoração do sacramento da Eucaristia, a prática da pobreza evangélica, o trabalho manual e a participação na condição social dos pobres.
«Tendo nascido em Estrasburgo em 1858 e crescido em ambiente familiar aristocrático, a vida de Charles de Foucauld foi pautada por momentos muito distintos e antagónicos, seja por excessos e excentricidades decorrentes de uma fortuna herdada de seu avô, por uma carreira militar (1876-1881), onde realiza algumas incursões pelo Norte de África, por uma experiência de explorador em Marrocos (1882-1886) que lhe valeu uma medalha de ouro atribuída pela Sociedade Francesa de Geografia, e, após a sua convicta conversão-adesão ao catolicismo, em 1886, por uma intensa procura espiritual que culminará com a sua presença em diversos territórios argelinos do Deserto do Saara, onde viverá, em terras do povo Tuaregue, inspirado pela vida humilde, simples e oculta de Jesus de Nazaré», recorda a Comissão de Arte Sacra.