Há não crentes que se aproximam de Deus por serem humildes, e há crentes que se afastam por causa paixões, diz papa
Um crente pode perder a fé por causa das suas paixões, enquanto que uma pessoa não crente pode começar a acreditar em Deus através da sua humildade, sublinhou o papa Francisco na missa a que presidiu hoje no Vaticano.
A homilia do papa baseou-se na leitura do Evangelho proclamada nas eucaristias desta quinta-feira, em que uma mulher pagã obtém a cura da doença da filha depois de a pedir a Jesus, ainda que ele tenha vincado que a sua prioridade eram os judeus (cf. Artigos relacionados).
«Esta mulher, que certamente não andou na universidade, sabia como responder» à «linguagem dura» de Jesus, «não teve vergonha» e argumentou «não com a sua inteligência, mas com as suas entranhas de mãe, com o seu amor», apontou Francisco, citado pela Rádio Vaticano.
A cananeia «estava exposta ao risco de fazer má figura, mas insistiu, e do paganismo e da idolatria encontrou a saúde para a sua filha, e para ela encontrou o Deus vivente», acrescentou.
Para o papa, «este é o caminho de uma pessoa de boa vontade, que procura Deus e o encontra»: «Quanta gente faz este caminho e o Senhor espera-a».
Diariamente há pessoas na Igreja que fazem esse caminho «silenciosamente» para encontrar Deus, «mas também há o caminho contrário», frisou Francisco, ao referir-se ao rei Salomão.
«O seu coração enfraqueceu, e perdeu a fé. O homem mais sábio do mundo deixou-se levar por um amor indiscreto; deixou-se levar pelas suas paixões», afirmou o papa a partir da primeira leitura bíblica proclamada na celebração.
Segundo Francisco, «ter fé não significa ser-se capaz de recitar o Credo», ao passo que saber dizer o núcleo do cristianismo não é necessariamente sinal do seguimento de Cristo: «Tu podes recitar o Credo e ter perdido a fé».
Rádio Vaticano
Tradução/redação: SNPC/rjm
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13.02.14
Papa FranciscoVaticano, 12.2.2014
Foto: REUTERS/Tony Gentile








