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Fé e Ciência

Igreja Católica segue com «entusiasmo» pesquisas sobre o bosão de Higgs, diz diretor da Pastoral da Cultura

O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre Tolentino Mendonça, afirmou esta quarta-feira que a Igreja Católica «acompanha com natural entusiasmo» as pesquisas relativas ao bosão de Higgs.

«Tudo o que é a procura da verdade interessa muito aos crentes e à Igreja», declarou à RTP, acrescentando que o catolicismo manifesta um «respeito muito grande pela autonomia da ciência e pelas suas metodologias específicas, claramente distintas da busca da fé».

O consultor do Conselho Pontifício da Cultura não teme que as descobertas no campo da física sejam prejudiciais à fé: «Chamar “partícula de Deus” ao bosão de Higgs é uma metáfora. As partículas de Deus são de outra natureza. É muito importante percebermos que são campos muito diferentes», embora façam parte «da mesma experiência humana».

Depois de sublinhar que «a ciência não constitui uma ameaça à fé», o teólogo referiu-se ao «impulso que Deus coloca no coração de cada homem, que é uma grande sede de conhecimento, de razão e de verdade».

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Mesmo que todos os mistérios das diversas áreas científicas estejam explicados, «o homem continuaria a ser um enigma para ele mesmo», acrescentou.

O CERN anunciou esta quarta-feira na cidade suíça de Genebra a descoberta de uma partícula totalmente nova que pode ser o bosão de Higgs, entidade subatómica cuja procura dura há quase 50 anos.

O bosão de Higgs é a única partícula que ainda falta detetar no “Modelo-Padrão”, uma "tabela periódica" das partículas elementares e das forças que as unem e que melhor descreve como funciona a Física ao nível subatómico, explica o "Público".

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A edição desta quinta-feira do jornal do Vaticano, "L’Osservatore Romano", revela que «o pai da partícula», o físico britânico Peter Higgs, «não conseguiu reter as lágrimas» quando uma responsável do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) explicou a experiência realizada em Genebra.

«Alcançámos um marco fundamental na compreensão da natureza», afirmou o diretor geral do CERN, Rolf Heur, refere o jornal da Santa Sé.

 

Rui Jorge Martins
Imagens: CERN
© SNPC | 05.07.12

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