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Intervenção veemente contra o «deus dinheiro» marca celebração da Paixão presidida pelo papa Francisco

O pregador da Casa Pontifícia, padre Raniero Cantalamessa, proferiu esta Sexta-feira Santa, no Vaticano, uma intervenção veemente contra o mal causado pelo «deus dinheiro», tendo questionado a corrupção e o desequilíbrio na distribuição da riqueza, nomeadamente entre administradores de empresas e os seus trabalhadores.

A intervenção do sacerdote italiano na celebração da Paixão de Jesus presidida pelo papa Francisco, na basílica de S. Pedro, baseou-se no dinheiro que Judas recebeu dos sumos-sacerdotes e oficiais do templo de Jerusalém para trair Jesus e entregá-lo às autoridades.

O religioso franciscano capuchinho lembrou que Judas começou por «roubar um pouco de dinheiro da bolsa comum», tendo a seguir questionado: «Isso não diz nada a certos administradores do dinheiro público?»

«Homens colocados em lugares de responsabilidade que deixaram de saber em que banco ou paraíso fiscal acumular os rendimentos da sua corrupção encontraram-se no banco dos réus, ou na cela de uma prisão, precisamente quando estavam para dizer a si próprios: “Agora regala-te, alma minha”», afirmou.

Mesmo «sem pensar nesses modos criminosos de ganhar dinheiro», é «escandaloso que alguns recebam salários e pensões cem vezes maiores do que daqueles que trabalham ao seu serviço» e que «levantem a voz mal se perfile a eventualidade de ter que renunciar a algo, em vista de uma maior justiça social».

«O apego ao dinheiro é a raiz de todos os males», acentuou o padre Cantalamessa, acrescentando que «por trás de todo o mal» da sociedade «está o dinheiro, ou pelo menos está também o dinheiro».

Seguiram-se os exemplos: «O que está por trás do tráfico de droga que destrói tantas vidas humanas, a exploração da prostituição, o fenómeno das várias máfias, a corrupção política, o fabrico e o comércio das armas, e até - coisa horrível de se dizer - a venda de órgãos humanos extraídos das crianças?».

«E a crise financeira que o mundo atravessou e que este país [Itália] ainda está a atravessar, não é, em grande parte, devida à "deplorável ganância por dinheiro" (…) por parte de alguns poucos?», interrogou.

«Quem é o verdadeiro inimigo, o concorrente de Deus, neste mundo? Satanás? Mas nenhum homem decide servir Satanás sem motivo. Se o faz, é porque acredita obter dele algum poder ou benefício temporal», afirmou.

«Quem é, nos factos, o outro senhor, o anti-Deus, Jesus no-lo diz claramente: “Ninguém pode servir a dois senhores: não podeis servir a Deus e a Mamona” O dinheiro é o "deus visível", em oposição ao verdadeiro Deus, que é invisível», acrescentou.

 

Rui Jorge Martins
Fontes: News.va, Vatican Insider
© SNPC | 18.04.14

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FotoPapa Francisco
Celebração da Paixão de Jesus
Vaticano, 18.4.2014
Foto: REUTERS/Stefano Rellandini 

 

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