História e desafios atuais da Igreja
Memória e atualidade dos 50 anos do Concílio Vaticano II em quatro colóquios
A paróquia de Santa Isabel, em Lisboa, iniciou esta segunda-feira um ciclo de conferências dedicado ao Concílio Vaticano II, que começou a 11 de outubro de 1962 com o papa João XXIII, há 50 anos, e terminou a 8 de dezembro de 1965, com Paulo VI.
O próximo encontro, “Aggiornamento: que aprendemos com o Concílio quanto ao «estilo» de ser Igreja, hoje?”, por Alfredo Teixeira, docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, decorre na próxima segunda-feira, 9 de janeiro.
No dia 23 José Eduardo Borges de Pinho, professor catedrático da mesma instituição, fala das “Chaves de leitura do Concílio”.
A iniciativa termina a 30 de janeiro com o tema “Vaticano II: memórias e ecos”, uma conversa entre António Marujo, jornalista especialista em assuntos de religião, e Olga Pinheiro e João Lamas, «adultos ao tempo do Concílio e que têm agora cerca de 80 anos», explicou o pároco, padre José Manuel Pereira de Almeida, à Agência Ecclesia.
Olga Pinheiro vai contar como é que a renovação conciliar influenciou a paróquia de Santa Isabel, enquanto João Lamas recordará os acontecimentos ocorridos na passagem de 1972 para 1973 na Capela do Rato, em Lisboa, quando as celebrações pela paz provocaram a prisão de alguns dos participantes e tiveram repercussões políticas e eclesiais.
«Como poderemos receber o Concílio como um desafio para sermos mais Igreja?» é a pergunta que originou este conjunto de colóquios, explicou o sacerdote, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral Social, que pretende ver os católicos a anunciar a mensagem cristã «não só por palavras mas também por gestos».
Os colóquios decorrem nas instalações da paróquia às 21h30.
Rui Jorge Martins (Agência Ecclesia)
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15.01.12
João XXIII






