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"O Evangelho da alegria": livro recém-editado inclui textos do novo patriarca de Lisboa e do bispo de Lamego

«Da alegria todos sabemos alguma coisa e sobretudo esperamos muito. Com a palavra queremos dizer felicidade, harmonia, entusiasmo até. A vida, porém, enuncia-a com algum receio. Receio de que não chegue, ou de a perdemos depressa demais.»

Estas são as primeiras palavras do texto redigido por D. Manuel Clemente, novo patriarca de Lisboa, para o livro "O Evangelho da Alegria", coordenado por Eugénio Perregil, que a editora Paulus apresenta este domingo, na Feira do Livro de Lisboa.

A obra inclui depoimentos sobre o tema da alegia assinados pelo bispo de Lamego, D. António Couto, e pelo diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, padre Eduardo Novo, entre outros autores.

O volume nasce do musical "Alegria da Fé", que constituiu uma resposta dos Jovens da Boa Nova à mensagem do papa emérito Bento XVI para o Dia Mundial da Juventude de 2013, baseada no tema "Alegrai-vos sempre no Senhor".

A obra, que oferece a estrutura e as canções do musical, constitui também um subsídio para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que decorre em julho no Rio de Janeiro, com a participação do papa Francisco.

«O tempo soma-se ao tempo, mas nem sempre a alegria à alegria, muito pelo contrário pode ser. Por isso, alguns nos tornamos desconfiados, mais ou menos como o pessimista que dizia da saúde: "É um estado transitório que não augura nada de bom…" Outros, pelo contrário, querem alegrias tão rápidas que acabam por esgotá-las antes de poderem acontecer. É como se apertássemos tanto a água que ela nos escorresse toda entre os dedos», assinala D. Manuel Clemente.

«A alegria só surge e se mantém quando há relações de verdadeira amizade, acolhimento, compreensão e entreajuda, onde revelamos uns aos outros aquilo que temos de melhor e mais duradouro: nós próprios, como capacidade de amar e ser amados», salienta

Referindo-se à diocese do Porto, de que foi bispo entre 2007 e 2013, D. Manuel Clemente recorda os cerca de três mil jovens que há três anos passaram «o Carnaval em busca das “fontes da alegria”», na Cidade Invicta: ««Com alguns monges da comunidade de Taizé que cá vieram, viveram quatro magníficos dias de convívio, partilha e, sobretudo, longos tempos de meditação e oração, em torno da Cruz».

«Sabiam eles que, na Sua Cruz, Cristo nos conquistou a verdadeira alegria, porque inteiramente Se ofereceu a Deus Pai e a todos nós, vencendo toda a espécie de ódio e inimizade. Aí nos deu também o Seu Espírito, para que também possamos vencer em nós mesmos tudo o que nos separa de Deus e dos outros, conquistando assim a verdadeira alegria, que nada nem ninguém nos poderá tirar, porque vence a própria morte», aponta.

«É esta a alegria dos cristãos. Por isso, também São Paulo escreveu: "Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai--vos". (...) Os primeiros cristãos descobriam assim a alegria que não passa. É a nossa vez agora de a redescobrirmos também, sempre no mesmo Senhor, presente e disponível!», conclui o patriarca de Lisboa.

A sessão de apresentação de "O Evangelho da Alegria" está marcada para as 17h00.

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 05.06.13

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