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Cinema

O lobo de Wall Street

Filho de contabilistas, de origem judia e nascido no Bronx, periferia de Nova Iorque, John Belford é um jovem ambicioso em busca de sucesso. O seu sonho é vingar no mercado financeiro, e o primeiro emprego será numa empresa cotada em bolsa, onde, como corretor, começa a revelar o seu espírito soberbo e pouco escrupuloso. Sofre o primeiro revés profissional com o "crash" da famosa "segunda-feira negra", a 17 de outubro de 1987, que o coloca no desemprego.

Belford não se deixa esmorecer e adota rapidamente novos planos: com um amigo, funda a Stratton Oakmont, que no início dos anos 90 se torna o maior operador de OTC (mercado não regulamentado, em que as transações são diretamente ajustadas entre duas partes) dos Estados Unidos, responsável pela oferta pública inicial de trinta e cinco firmas.

Aos 26 anos, Belford exibe um estilo de vida desmedido e faustoso, depois de num só ano ter ganho 49 milhões de dólares. O sucesso é alcançado, mas os meios para o atingir são, praticamente todos, fraudulentos e questionáveis.

Fotograma

Num contexto de capitalismo favorável a excessos e perversidades, Belford não olha a escrúpulos para atingir os seus objetivos. Acumulando inimigos, sobretudo entre os que foi enganando na sua escalada de ambição, e acicatando os defensores da lei, acabará por ser indiciado de crime em 1998, acusado de fraude e lavagem de dinheiro. Segue-se a condenação, a colaboração com a justiça que permite uma oportuna caça a outras fortunas não idóneas e a publicação de dois livros, um dos quais a autobiografia que serve de inspiração a este filme.

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Aos 71 anos, o realizador Martin Scorsese continua a revelar a sua vitalidade cinematográfica e a vontade de escrever a história da América, que vem olhando ao longo dos anos por múltiplos prismas. Em todos, raramente escusa o lado mais negro daquela que, para uns tantos, foi considerada a "terra dos sonhos", e, para tantos outros, "um exemplo".

Acusado por alguma crítica de ter construído um filme tão pouco idóneo como a vida do protagonista, que a mesma crítica entende sair engrandecida e apetecível, "O Lobo de Wall Street" é, para todos os efeitos, considerado um dos filmes do ano pela indústria e o mundo cinematográficos, já candidato aos Globos de Ouro para Melhor Filme (Musical ou Comédia) e Ator Principal.

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Realizado com grande fôlego, um olhar minimamente perspicaz poderá facilmente adivinhar a ironia com que a figura de Belford é retratada, com Di Caprio a desempenhá-la com o habitual brilhantismo.

Na dúvida, debata-se forma e conteúdo com especialistas do cinema, da comunicação e do mundo financeiro, atendendo a todas as questões e procedimentos financeiros que são comuns ao nosso contexto. 

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Margarida Ataíde
Grupo de Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
In Agência Ecclesia | Com SNPC
10.01.14

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