

O papa Francisco afirmou hoje, no Vaticano, que na vida da Igreja o escândalo consiste em «dizer e professar um estilo de vida – “sou cristão” – e depois viver como pagão, que não crê em nada».
É um escândalo «porque falta o testemunho», ao passo que «a fé confessada é vida vivida», sublinhou Francisco na missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, relata a Rádio Vaticano.
«Quando um cristão ou uma cristã, que vai à igreja, que vai à paróquia, não vive assim, escandaliza. Mas quantas vezes ouvimos dizer: “Eu não vou à igreja – homens e mulheres – porque é melhor ser honesto em casa e não proceder como aquele ou aquela que vão à igreja e depois fazem isto, isto, isto...”, apontou o papa.
Para Francisco, o escândalo «destrói a fé», e é por isso que Jesus, no Evangelho proclamado nas missas desta segunda-feira, «é muito forte: “Estai atentos! Estai atentos!”. Far-nos-á bem repeti-lo hoje: “Estai atentos a vós próprios”. Todos nós somos capazes de escandalizar».
Ao mesmo tempo, continuou o papa a meditar sobre o excerto evangélico deste dia, «é necessário ser misericordioso, porque «um cristão que não é capaz de perdoar, escandaliza, não é cristão».
«Devemos perdoar, porque somos perdoados. E isto está no “Pai-nosso”: Jesus ensinou-o lá. E isto não se compreende na lógica humana. A lógica humana leva-te a não perdoar, à vingança; leva-te ao ódio, à divisão. Quantas famílias estão divididas por não se perdoarem, quantas famílias. Filhos distantes dos pais, marido e mulher distantes», referiu Francisco.
Compreende-se assim, salientou Francisco, por que motivo os discípulos pediram a Jesus para que lhes aumentasse a fé: «A fé é um presente. Ninguém com livros ou indo a conferências pode ter a fé. A fé é um presente de Deus».
Alessando De Carolis / Rádio Vaticano