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Meditação

Da arte de inventar desculpas

Saiu ao encontro de Jesus um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.» Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.» (Mateus 8, 18-22)

A maior parte das pessoas é razoavelmente dotada na arte de inventar desculpas, seja qual for o assunto.

De facto muitos de nós começam cedo, com o cão que comeu o trabalho de casa que nunca existiu ou o irmão mais pequeno que atirou esse mesmo trabalho pela janela do carro quando ia para a escola. Ou talvez com algo tão simples como “Ela obrigou-me a fazê-lo”.

Depois as desculpas tornam-se mais sofisticadas: “Não posso começar uma dieta no Natal” ou “o anfitrião ficaria ofendido se eu não aceitasse outro copo”, ou ainda, “na realidade eles até nem precisam disto”.

Jesus conhece a verdade, e nós também: não fiz o trabalho de casa, ninguém me obrigou a nada, não quero começar um regime de emagrecimento, apetece-me mesmo outra bebida, estou a levar o que não me pertence!

Quando todos os dias Jesus nos chama para O seguirmos, só há duas respostas verdadeiras: sim e não. Desculpas não são respostas e por isso não contam.

Então qual vai ser a resposta que hoje vai dar ao convite de Jesus? Sim ou não? Lembre-se: nada de desculpas!

 

P. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad.: rm
© SNPC (trad.) | 28.06.10

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