Meditação
Dizer adeus à Terra do Eterno Talvez
“Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra; de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares” (Mateus 10, 34-36)
Quando pensamos em Jesus, as imagens que normalmente nos aparecem são as de um homem de paz que traz cura e perdão ao povo, um homem que salvou a vida da mulher apanhada em adultério, um homem que deu a vida a quem já havia morrido. Mas quando ouvimos esta passagem do Evangelho, rangemos os dentes.
O que é que Jesus quer dizer ao afirmar que a sua missão não é para espalhar a paz mas a divisão? O que se segue lembra um argumento da pior das telenovelas, onde todos lutam contra todos. Será isto que Jesus pretende? Certamente que não.
A vontade de Jesus, que Ele manifesta nas suas habituais hipérboles, é que a sua missão pressiona-nos a fazer escolhas sérias, a dizer inequivocamente “sim” ou “não” a Deus, em vez de um permanente “talvez”. Como Ele diz noutra ocasião, a sua vida é um “sim” total e nunca nada menos do que isso.
Se constatar que tem andado a vaguear pela Terra do Eterno Talvez, nem evoluindo nem piorando, este trecho bíblico é o convite de Deus a uma vida nova. Não lhe vire as costas! Pode ser o último.
P. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adpt.: rm
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12.07.10
Cristo e a mulher adúlteraGiuseppe Nuvolone







