Envelhecer é uma dádiva
O profeta Isaías recorda-nos claramente como somos mortais: “Toda a gente é como a erva e toda a sua beleza como a flor dos campos! A erva seca e a flor murcha...” (40,6-7). Palavras tão verdadeiras e tão velozes a cumprirem-se. Antes de nos darmos conta, as nossas vidas chegam a meio caminho, ou mesmo mais. É então que podemos sentirmo-nos tristes, desapontados ou até receosos pelo que vem a seguir. Há em nós uma ânsia por algo mais substancial, mais duradouro.
Isaías mostra-nos para onde olhar: "A erva seca e a flor murcha, mas a palavra do nosso Deus permanece eternamente” (40,8). É aí que nós precisamos de plantar as nossas vidas, diretamente em Deus, que é a terra do nosso ser.
Envelhecer tem as suas desvantagens, mas também oferece algumas bênçãos singulares. Pode lembrar-nos das coisas que ficam e daquelas que se desvanecem, das fontes onde os nossos corações se saciam - e daquelas onde tal nunca acontecerá. Pode impelir-nos a deixar partir o que não interessa e abraçar a vida autêntica, não apenas aparências.
Agradeça a Deus por Ele lhe oferecer o dom do tempo, tempo para crescer interiormente e para aprender a valorizar o que permanece para sempre. Agradeça a Deus e deixe-O entrar sem reservas na sua vida.
Que a sua celebração do Natal seja mais do que uma recordação de acontecimentos há muito passados. Deixe que ele seja uma festa pela vinda de Deus, que quer habitar dentro de si para não mais partir.
Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) |
07.12.10
Andrew Brookes/Corbis







