Paisagens
Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosIgreja e CulturaPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosPerspetivasConcílio Vaticano II - 50 anosPapa FranciscoBrevesAgenda VídeosLigaçõesArquivo

Espiritualidade

Sete momentos de oração de Jesus

O chamamento dos apóstolos

“Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolo.” (Lucas 6, 12-13)

Para se abrir totalmente à luz divina no momento em que vai chamar os seus discípulos para participarem na sua missão, Jesus passa toda a noite em oração. Não é a única vez em que reza durante a noite. E mesmo assim, um dos doze escolhidos chama-se Judas. Que mistérios nos desígnios ocultos de Deus!

 

A confissão de Pedro

“Um dia, quando orava em particular, estando com Ele apenas os discípulos, perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?» (...) «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.»” (Lc 9, 18-22)

Estamos no momento central do ministério de Jesus. Ele é reconhecido como Messias por Pedro, que por sua vez deve a sua fé à oração do mesmo Jesus.

«Simão, Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.» (Lc 22, 31-32)

Sim, a fé da Igreja está suspensa pela oração de Jesus (João 17).

 

A transfiguração

“Levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. (...) Surgiu uma nuvem que os cobriu; (...) E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.»” (Lucas 9, 28-36)

A estrela de Jesus está já em declínio e cresce a resistência à sua mensagem. Mais uma vez, é na oração que Jesus é confirmado na sua missão – aqui claramente a de “servo sofredor” – a fim de poder fazer face ao êxodo que vai realizar em Jerusalém. Em contraponto à Cruz que se perfila, um pouco da glória oculta da ressurreição deixa-se entrever... na oração. A fé dos discípulos é antecipadamente fortalecida. A revelação do baptismo, neste momento crucial, é retomada e precisada.

 

O hino de júbilo

“Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho houver por bem revelar-lho.»” (Lc 11, 1-2)

Quando Jesus se diz “Filho”, situa-se diante de Deus como um filho perante o seu pai, realizando a obra que lhe é confiada, em perfeita sintonia com a vontade do Pai; confiando-se totalmente a Ele, vivendo na sua presença, tendo recorrido a Ele em todos os momentos em que se impôs uma escolha, falando-Lhe com a simplicidade, ternura, segurança de uma criança com o seu papá (Abba).

E Deus é Pai para Jesus através da maneira como age com Ele; dado que Ele o conduz, entrega-lhe o seu poder, confia-lhe os seus segredos e os seus projectos, como um pai faz com o seu filho.

Há uma relação única de intimidade entre Filho e Pai, uma comunhão total, no Espírito, do seu amor mútuo. É no interior desta relação que Jesus é o que é; e a oração é o lugar privilegiado do seu “ser filho”. “Ninguém conhece o Filho se não o Pai.” “Conhecimento” deve ser entendido aqui no sentido bíblico da palavra: uma comunicação de amor. O seu princípio está no olhar electivo e criador colocado pelo Pai sobre Jesus. Ninguém está a esse nível de profundidade. E ninguém conhece quem é o Pai se não o Filho. A nenhum outro o Pai revelou o mistério da sua providência. Nenhum outro reconheceu tão intimamente o amor do Pai, nenhum outro confessou a sua fidelidade numa tal resposta de obediência, nenhum outro consagrou todas as suas forças e a sua vida à realização do seu plano. A Igreja nasceu do que Jesus comunicou aos seus discípulos sobre o que conhece do Pai.

De maneira análoga, cada um de nós, em Cristo, recebe um nome novo, um nome inscrito no lugar mais profundo do coração que só o Pai conhece. Na oração, por vezes, o Espírito transmite-nos, numa voz inexprimível (Romanos 8), um conhecimento incomunicável do Pai.

 

A transmissão da oração

“Sucedeu que Jesus estava algures a orar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos.» Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai...»” (Lc 11, 1-2)

Jesus ensina a oração aos seus discípulos rezando em primeiro lugar sob os seus olhos. Mas dá também um exemplo do que deve ser o conteúdo desta oração. A primeira palavra, a palavra essencial da oração cristã é “Pai”.

Somos na verdade seus filhos, filhos pela nossa fé no Filho e pelo dom do seu Espírito. Jesus mostrou-nos a maneira de agir como filhos: viver na confiança absoluta no Pai, na obediência à sua vontade de amor, na intimidade de uma oração solitária, no pedido confiante das nossas necessidades, no amor dos nossos irmãos.

 

A oração no Monte das Oliveiras

“[Jesus] Saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele. Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para que não entreis em tentação.» Depois afastou-se deles, à distância de um tiro de pedra, aproximadamente; e, pondo-se de joelhos, começou a orar, dizendo: «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» Então, vindo do Céu, apareceu-lhe um anjo que o confortava. Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. Depois de orar, levantou-se e foi ter com os discípulos, encontrando-os a dormir, devido à tristeza. Disse-lhes: «Porque dormis? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.»” (Lucas 22, 39-46)

No centro desta perícopa está a luta de Jesus entre a sua vontade, expressão da sua sensibilidade humana, e a vontade do seu Pai, expressão da sua missão pela salvação dos homens. A escolha é dolorosa, trágica, mas no entanto cheia de dignidade e, por fim, de uma grande paz.

A narrativa é enquadrada pela recomendação de orar para não entrar em tentação; desta forma ele torna-se um modelo na luta orante, sustentada pela força do alto.

O combate desenrola-se na oração. Jesus esforça-se por comungar da força divina, procura vencer a sua própria vontade. São postos aqui a nu, de maneira quase intolerável, o mistério do respeito infinito de Deus pela liberdade humana e a vibrante realidade da humanidade de Jesus. Que encorajamento nas nossas lutas entre a vontade de Deus e as revoltas da nossa sensibilidade!

 

A oração de Jesus na cruz

“Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.”
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lucas 23, 34.46)

Jesus deixa a vida em oração. É o momento da verdade. A verdade de Jesus para os seus irmãos é o perdão, a oferta da sua vida por aqueles que o matam; a verdade para o seu Pai é a confiança absoluta.

 

In La prière: Entre combat et extase
Trad.: rm
© SNPC (trad.) | 04.05.10

ImagemChamamento dos filhos de Zebedeu
Marco Basaiti























Citação


























Citação






















Citação





















Citação

























Citação

 

Ligações e contactos

 

Artigos relacionados

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Receba por e-mail as novidades do site da Pastoral da Cultura


Siga-nos no Facebook

 


 

 


 

 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página