Papa Francisco pede aos cristãos que resistam à «tentação» de esquecer Deus para aderir à «uniformidade» e à «moda»
O papa Francisco vincou esta sexta-feira, no Vaticano, que «a normalidade da vida exige do cristão fidelidade à sua eleição, e não vendê-la para caminhar em direção a uma uniformidade mundana».
A homilia inspirou-se na primeira leitura bíblica proclamada na celebração, relativa ao Antigo Testamento, quando os anciãos judeus impuseram a escolha de um «rei juiz», porque dessa forma seriam «como todos os povos», seguindo a «estrada da mundanidade».
«Esta é a tentação do povo [judeu do Antigo Testamento], e também a nossa. Tantas vezes esquecemos a Palavra de Deus, aquilo que nos diz o Senhor, e tomamos a palavra da moda, mesmo aquela da telenovela está na moda, tomamo-la, é mais agradável», disse Francisco na missa a que presidiu, segundo a Rádio Vaticano.
Enquanto que a apostasia, entendida como rutura com Deus, «é clara», a vontade de assumir a normalidade da «mundanidade» é «mais perigosa» porque é «mais subtil», vincou.
«É verdade que o cristão deve ser normal, como são normais as pessoas», mas no entanto «há valores que o cristão não pode tomar para si», pelo que deve resistir à tendência de considerar-se vítima de «um certo complexo de inferioridade» por não se sentir como fazendo parte de um «povo normal».
Para Francisco, «a mundanidade amolece o coração, mas mal: nunca é uma coisa boa o coração mole. Bom é o coração aberto à Palavra de Deus, que a recebe».
«Peçamos a graça da docilidade espiritual, isto é, de abrir o coração à Palavra de Deus e não fazer como fizeram estes nossos irmãos, que fecharam o coração porque se distanciaram de Deus e desde há muito não ouviam nem compreendiam a Palavra de Deus», apontou.
As palavras finais de Francisco concluíram a prece: «O Senhor nos dê a graça de um coração aberto para receber a Palavra de Deus e para meditá-la sempre. E daí tomar o verdadeiro caminho».
Rui Jorge Martins
© SNPC |
17.01.14
Papa FranciscoFoto de arquivo








