Papa Francisco pede mais cidadania para ajudar pobres e desempregados, e questiona: «Como vivemos o tempo?»
O papa pediu esta terça-feira mais cidadania para combater a pobreza e o desemprego, naquela que foi a última celebração litúrgica a que presidiu em 2013, tendo aproveitado a oportunidade para questionar o uso que os católicos dão ao tempo.
«Muitas pessoas não encontram trabalho ou realizam trabalhos mal pagos e às vezes indignos. Quem está investido de autoridade tem maior responsabilidade, mas cada um é corresponsável, no bem e no mal», frisou Francisco, citado pelo site da Rádio Vaticano, ao referir-se à cidade de Roma, de que é bispo.
Na derradeira celebração de um ano extraordinariamente rico de acontecimentos e novidades para a Igreja, o papa presidiu na Basílica de S. Pedro, no Vaticano, à oração litúrgica das Primeiras Vésperas da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, que decorre a 1 de janeiro.
«Todos têm o direito a serem tratados com a mesma atitude de acolhimento e equidade, porque cada um é portador de dignidade humana», salientou o papa, que acrescentou: «Depende tudo de nós».
REUTERS/Giampiero Sposito
Numa cidade que oferece um «património espiritual e cultural extraordinário», continua a haver «muitas pessoas marcadas pela miséria material e moral, pessoas pobres, infelizes, sofredoras, que interpelam a consciência não só dos responsáveis públicos, mas de cada cidadão»
Francisco apontou os contrastes existentes na capital italiana, mas as suas palavras: Roma é «uma cidade cheia de turistas, mas também cheia de refugiados»; «cheia de gente que trabalha, mas também de pessoas que não encontram trabalho ou realizam trabalhos mal pagos e às vezes indignos».
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«A Roma do ano novo será melhor se não houver pessoas que olham de longe» e «que olham a vida só do camarote, sem se envolverem em tantos problemas humanos, problemas de homens e mulheres» que, «queiramos ou não, são nossos irmãos», apontou.
No último dia de 2013, o papa questionou: «Como vivemos o tempo que Deus nos deu? Usámo-lo sobretudo para nós mesmos, para os nossos interesses, ou soubemos gastá-lo também para os outros? Quanto tempo reservámos para estar com Deus, na oração, no silêncio, na adoração?».
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Um ano que passa não conduz «a uma realidade que termina mas a uma realidade que se cumpre, é um passo ulterior para a meta que está diante de nós: uma meta de esperança, uma meta de felicidade, porque encontraremos Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria».
Após a oração de Vésperas, da intervenção do papa Francisco, seguiu-se a exposição do Santíssimo Sacramento, o “Te Deum”, canto de louvor que entre outras ocasiões é entoado no fim do ano civil e a bênção eucarística.
Rui Jorge Martins
© SNPC |
31.12.13
Papa FranciscoVaticano, 31.12.2013
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