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Dia do Trabalhador

Papa pede «novo impulso» às políticas de emprego, denuncia «escravidão» e censura «lucro egoísta»

O papa marcou a manhã do Dia dos Trabalhadores com duas intervenções em que denunciou a «escravidão» laboral, censurou o «lucro egoísta» e pediu aos detentores de cargos públicos para darem um «novo impulso ao emprego».

«Penso em quantos, e não só jovens, que estão desempregados, muitas vezes por causa de uma conceção economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social», afirmou Francisco na audiência geral desta quarta-feira no Vaticano, em que também apelou à «solidariedade» para quem não encontra trabalho.

Francisco voltou a dirigir-se aos jovens, à imagem do que tem acontecido na maior parte dos encontros com fiéis agendados para as manhãs de quarta-feira.

«Comprometei-vos no vosso dever diário, no estudo, no trabalho, nas relações de amizade, na ajuda aos outros. O vosso futuro depende também de como sabeis viver estes anos preciosos da vida. Não tenhais medo do compromisso, do sacrifício e não olheis com medo para o futuro. Mantende viva a esperança; há sempre uma luz no horizonte», vincou.

Antes do encontro na Praça de S. Pedro o papa presidiu à missa na Casa de Santa Marta, tendo dedicado a homilia às questões laborais no dia, primeiro de maio, em que os católicos evocam S. José Operário.

«O homem e a mulher que trabalham são dignos. Ao contrário, aqueles que não trabalham não têm esta dignidade. Mas muitos são aqueles que querem trabalhar e não podem. Isto é um peso para a nossa consciência, porque quando a sociedade está organizada de maneira a que nem todos têm a possibilidade de trabalhar, de serem ungidos pela dignidade do trabalho, essa sociedade não vai bem: não é justa», apontou.

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Atualmente não é possível repetir o que dizia S. Paulo, segundo a Bíblia: «"Quem não quer trabalhar, não coma", mas devemos dizer: "Quem não trabalha perdeu a dignidade" porque «não encontra a possibilidade de trabalhar».

Francisco sublinhou que ficou impressionado com um título dos media publicado a propósito dos mais de 400 mortos e uma centena de desaparecidos causados pelo desabamento de uma fábrica de confecções no Bangladesh que trabalha para conhecidas multinacionais.

«"Viver com 38 euros por mês": era este o pagamento das pessoas que morreram. Chama-se a isto "trabalho escravo". E hoje no mundo existe esta escravidão que se faz com o mais belo que Deus deu ao homem: a capacidade de criar, de trabalhar, de forjar a própria dignidade.»

O tema dos baixos salários foi retomado por Francisco na audiência geral: «Peço aos meus irmãos e irmãs na fé e a todos os homens e mulheres de boa vontade uma opção decisiva no combate ao tráfico de pessoas, que inclui o trabalho escravo».

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Durante a eucaristia o papa denunciou os administradores e gestores que «apenas» olham para os «balanços das empresas» e para o quanto elas podem lucrar.

Na homilia o papa recordou as palavras de um mestre judaico da Idade Média a propósito da queda da Torre da Babel.

«Quando um tijolo caía, por falha [do operário], era um problema tremendo, um escândalo: "Olha o que fizeste!". Mas se caía um daqueles que construíam a torre, dizia-se: "Que descanse em paz!" (...). Era mais importante o tijolo do que a pessoa. Isto que contava aquele rabino medieval acontece agora. As pessoas são menos importantes do que as coisas que dão lucro àqueles que têm o poder político, social e económico», sublinhou.

Na audiência na Praça de S. Pedro o papa recordou que maio é o mês dedicado à Virgem Maria e sublinhou a importância da oração para a vida familiar.

 

Rui Jorge Martins
Fotografias: Audiência geral de 1.5.2013 (News.va)
© SNPC | 01.05.13

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