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Realizadora e argumentista de "Mulheres de Deus" vão encontrar-se com papa Francisco para lhe entregar novo documentário

O papa vai receber a 19 de fevereiro, no Vaticano, as irmãs Daniela e Inês Leitão, realizadora e argumentista do documentário "Mulheres de Deus", que lhe entregarão uma cópia do seu mais recente trabalho, "O meu bairro".

Francisco quer conhecer as duas irmãs que têm concebido e concretizado documentários sobre o trabalho que algumas das congregações religiosas católicas têm realizado em Portugal, explicou Inês Leitão ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O encontro, agendado após o envio de uma carta para Francisco, realiza-se após a audiência geral que ocorre semanalmente às quartas-feiras, período em que o papa cumprimenta e troca breves impressões informais com diversas personalidades presentes na Praça de S. Pedro.

«Quem diria que a minha carta ao Papa seria lida.... quem diria que o nosso documentário seria visto. Quem diria que alguém no Vaticano concordaria que inovar na forma como mostramos a Igreja em televisão/cinema faz sentido», escreveu Inês na sua página na rede social Facebook.

Daniela e Inês vão entregar a Francisco uma cópia de "O meu bairro", documentário que incide sobre a ação dos missionários e missionárias da Consolata que vivem no Bairro do Zambujal, em Alfragide, no distrito e patriarcado de Lisboa (cf. "trailer" no final do texto).

Em novembro de 2012 o canal RTP-2 estreou o documentário "Mulheres de Deus", centrado na vida de quatro irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus: Laurinda (62), Paula (42), Sara (29) e Susana (29), duas gerações de mulheres que decidiram abraçar a vida religiosa.

Foto Inês e Daniela Leitão

«O que pensam as irmãs do mundo que as rodeia? O que queriam ser quando eram crianças? Terão vivido uma infância comum? Como foi a entrada para a Congregação? Que sonhos tinham? Terão sido cumpridos? Como olham para os doentes mentais que personalizam o seu carisma? Como vivem a vida religiosa no séc. XXI e que histórias têm para nos contar?», constituíram as motivações do trabalho.

«Eu já conhecia as irmãs e a forma como tratavam os seus doentes, e sempre achei que essa ação devia ser mostrada ao público, reconhecendo o trabalho enorme destas mulheres fantásticas», revelou então Inês Leitão, em declarações ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O filme, rodado na Casa de Saúde Mental da Idanha (Sintra), pretende «revelar a vida religiosa feminina, mostrando, por exemplo, o que é que faz uma mulher de 30 anos com um curso superior juntar-se a uma congregação, e o que é que as faz permanecerem na sua comunidade».

«Mulheres de Deus», que passou pela última vez no canal público de televisão a 2 de fevereiro, também retrata «o mundo da doença mental e da deficiência, numa sociedade em que as pessoas querem ser bonitas e não envelhecer. As irmãs abraçam com amor esses doentes, e é essa forma de estar na vida que era importante mostrar», referiu Inês Leitão.

 

 

 

Rui Jorge Martins
© SNPC | 06.02.14

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