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Cinema: IndieLisboa destaca «sensibilidade» do júri Árvore da Vida

Miguel Valverde, um dos diretores do festival de cinema IndieLisboa, considera que o júri do Prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) a um filme português, «tem um olhar que não é o do típico espetador».

«Sinto, verdadeiramente, que o júri Árvore da Vida olha com a sensibilidade de tentar compreender o filme para além daquela que é a primeira leitura. Isto tem sido muito importante, porque nos tempos que correm os filmes são quase catalogados pela primeira impressão», declarou ao SNPC.

O responsável destaca também o «olhar português» e «a vontade de ver filmes portugueses» do júri, este ano constituído por Inês Gil, cineasta e docente de Cinema, Inês Espada Vieira, professora e investigadora de Estudos de Cultura da Universidade Católica, e P. Vítor Gonçalves, referente da Pastoral da Cultura do patriarcado de Lisboa.

«Nós temos um júri da competição nacional que é internacional, mas o júri Árvore da Vida é todo constituído por portugueses, e tem um olhar não só da perspetiva da instituição, mas de quem gosta de cinema», reiterou Miguel Valverde.

O prémio de dois mil euros, concedido a um filme que privilegie valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas, é atribuído por jurados conscientes de que «estão valores em causa, e muitas possibilidades de observação, com caminhos e visões diferentes».

«Nas escolhas fortes que o júri Árvore da Vida tem feito, tenho a certeza de que passaram sempre o primeiro nível de observação. Por isso, para nós este júri faz todo o sentido», vincou Miguel Valverde.

A aposta na cinematografia lusa, presente nesta 16.ª edição do IndieLisboa com 53 filmes, todos em estreia, tem sido «fundamental».

«Quando trazemos pessoas de todo o mundo – por exemplo, vêm programadores de festivais do Havai, Chicago, Nova Iorque, Chile, Argentina, Canadá, Austrália, Coreia do Sul, Hong Kong –, queremos que vejam o melhor cinema português feito ao longo do ano, porque isso permite que descubram filmes que gostem e os levem para todo o lado. Essa é uma das nossas missões», explica.

O festival de cinema independente de Lisboa, considerado o mais importante de Portugal, tem procurado acentuar «uma lógica cada vez maior de criar um polo de indústria cinematográfica, que existe na Europa, mas que em Portugal está muito menos trabalhado».

«Acreditamos que esta é uma nova face do festival: contactar e manter em contacto os profissionais europeus que trabalham em cinema», refere o responsável.

A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para sábado, às 23h00, na garagem da Culturgest. O IndieLisboa termina no dia seguinte.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Cinema S. Jorge, Lisboa
Publicado em 20.05.2019

 

 

 
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