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Bíblia

Um estudo interminável

(...) «O Texto dos textos, é o Antigo Testamento», dizia Marguerite Duras. O texto religioso, pelo seu simbolismo e o seu modo de referência, mas sobretudo por causa do seu dispositivo enunciativo, banha numa espécie de surrea-lidade que a figura da «Sarça ardente» magnifica. A Bíblia, enquanto arquivo da cultura Ocidental, tornou-se, como a crença, disponível e, por consequência, objecto de apropri-ação e de redução intelectual, positivista ou outra. É preciso sustentar que estes textos são, antes de mais, textos em devir. Seria errado reduzi-los à materialidade do seu significante.

Em seguida é preciso dizer que o princípio relacional é «extra verbum», para os cristãos, evidentemente. É o Verbo incarnado que desenha as condições concretas do seu exercício, tantas vezes desfigurado pela violência da interpretação: o discurso dogmático, o discurso do apaixonado, do crente, ou do ateu.

O estudo da Bíblia é um trabalho interminável. Porquê? Porque o horizonte da interrogatividade humana e porque o processo da significância são intermináveis. E só deixará de ser assim quando a Palavra se tornar fetiche e, o ícone, ídolo. Ou quando a Letra deixar de questionar o sujeito que somos, submetidos à questão da verdade. Ao enigma do sujeito que somos responderá o enigma da Letra, que é um caminho obscuro, até que o «conhecimento matinal» da Palavra nos seja dado. O nosso tempo é de babelização (metodológica, ideológica), mas não há razão para não acreditar numa «Babel feliz». (...)

 

Fr. José Augusto Mourão, op
In Jornal de Letras, 04.11.2009
08.11.09

Jonas engolido pela baleia
Pedro Proença

 

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