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Arquitectura

Dez pequenas igrejas para hoje

A verdadeira monumentalidade não se mede pela grandeza do gesto ou do símbolo. Ela encontra-se no conteúdo mais fundamental da casa humana. Quando se manifestam os seus aspectos elementares, com mestria atenta e controlada, sem se afastar dos valores primeiros da hospitalidade que são o seu fundamento real, estes supõem igualmente o culto, a liturgia.

A igreja “hospitaleira” introduz-nos à clareza espiritual (pela harmonia das proporções, pela justeza humana das suas dimensões); favorece a luz e a paz de alma, o calor da comunhão; é sensível às necessidades do corpo; permite experimentar a resistência da matéria, assim como a sua beleza, a sua doçura; abre-se, enfim, a inumeráveis possibilidades de diálogo com a natureza, as árvores, o sol, a chuva, a montanha o mar…

Ao mesmo tempo ela acolhe o conjunto da fé: o seu caminhar iniciático, o seu lugar central eucarístico, o seu além escatológico.

As nossas pequenas igrejas oferecem-nos tudo isto, cada uma à sua maneira. Encontramos nelas um verdadeiro “espírito do lugar”. Isto é, uma qualidade de presença imediatamente perceptível, não comparável com nenhuma outra, e no entanto contida e discreta porque repousa sobre o respeito profundo de tudo o que a envolve e de tudo o que ela contém: o lugar as pessoas, os objectos, a própria vida do culto.

 

Frédéric Debuyst
in Dix petites églises pour aujurd'hui. Ed. Saint André, Cahiers de Clerlande, 8, Ottignies, 1999
© SNPC | 11.04.10

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