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Abbé Pierre

Só há uma mensagem: «Partilhai! Dai! Estendei a mão aos outros»

«Há quem seja especialista em política. Por mim, prefiro ser especialista em humanidade.»

«A minha mensagem? Há uma só, que é um grito: «Partilhai! Dai! Estendei a mão aos outros! Guardai sempre uma vidraça quebrada nos vossos universos bem almofadados para ouvir as lamentações que vêm do exterior.»

«Quando os sociólogos estudarem o fenómeno Abbé Pierre, para lá do vedetismo e dos discursos inflamados, verão que Emaús permitiu que se reconstrua, sem darmos por isso, um mecanismo que desaparecera do nosso tempo: a função profética.»

«Globalmente, estou certo de não me ter enganado. Quando se estende a mão à miséria, não nos podemos enganar.»

«Ninguém é, seriamente, bom, justo ou verdadeiro, enquanto não se resolver, segundo os seus meios, a consagrar-se, com determinação e com todo o seu ser, a confortar todo o sofrimento humano e a destruir as suas causas.»

«Não devemos esperar ser perfeitos para começar qualquer coisa de bem.»

«Não podemos, sob o pretexto de que nos é impossível fazer tudo num dia, não fazer absolutamente nada!»

«A primeira tarefa dos que querem agir é levantar o véu, mostrar à opinião pública o que ela não quer ver.»

«A primeira regra antes de agir é pôr-se no lugar do outro. Nenhuma verdadeira procura do bem comum é, sem isso, possível.»

«Quando se assistiu ao sofrimento e à dor de criancinhas, não é possível, a menos que se seja um monstro, ficar imperturbável, não se sentir ligado, estrangulado, pela injustiça do mal de qualquer petiz, de qualquer inocente. Quem pode dormir em paz, enquanto as crianças sofrem?»

«Graças a vós, nenhum homem, nenhum rapaz se deitará esta noite nos passeios ou nas estações de Paris. Obrigado.»

«Uma noite, tínhamos acabado uma casa, uma pobre barraca […]. Era uma alegria… Depois, toda a gente saiu para a noite. Eu tinha ficado, já não sei porquê, um pouco mais tempo, com um velho, que já morreu: era carpinteiro, um velho malfeitor: Martúrio. Ao regressar à nossa comunidade […] Martúrio resmungava, empatava, mas de repente agarrou-me o braço e disse-me emocionado:
- Padre, nós, nós somos homens maus, tivemos más vidas; não prestamos para nada; mas, apesar disso, hoje, para aquela mãe, para o pai e os miúdos que estavam tão felizes, fomos nós que fizemos o que os outros - que pensam que servem para alguma coisa - nunca fizeram!
Adivinhem tudo o que aquilo significava de reabilitação. Aquele orgulho redimia-o de tudo.»

«Emaús é um pouco o carrinho de mão, as pás e as enxadas antes das bandeiras. […]
Todo o movimento reside nesta ideia: salvamo-nos quando nos tornamos salvadores.»

«Se, em seguida, tantas maravilhas se iriam realizar foi porque, entre nós, o primeiro que deu o seu lugar a uma mãe sem-abrigo, foi Nosso Senhor Jesus Cristo.»

«Sozinho, cada um não é nada. Mas se nos unirmos, mesmo separando lixo, pouco a pouco, viveremos, não tendo mais necessidade de mendigar, teremos o suficiente para viver e, um dia, alojaremos famílias, far-lhes-emos uma barraca e veremos a felicidade de uma mãe. Quando já não tínhamos felicidade, vamos encontrá-la devotando-nos a dá-la aos outros.»

«Quando deitas fora o pedaço de ferro-velho, deitas fora o homem! Quando recuperas o pedaço de ferro-velho, acreditas no homem que o tirou da lixeira.»

«A miséria assalta-nos, o egoísmo oprime-nos, a brutalidade grassa em todo o lado. Temos de nos insurgir, enfrentar a guerra suja que ameaça destruir-nos. A pobreza mina a paz!»

«A miséria não é uma fatalidade. Vem de nós, da nossa absurdidade, da nossa incapacidade de pensar a partilha.»

«Enquanto existir a miséria, enquanto reinar a exclusão, não conheceremos nem a paz de alma nem a alegria de viver, nem a Paz.»

«Disseram-me durante toda a minha vida: «O que o senhor faz é ilegal». Respondi: Quando os que trabalham não podem ter um teto, o que é ilegal é a lei. As nossas ações mais não fazem do que antecipar decretos futuros. A lei não poderá permanecer indefinidamente sem resposta às misérias humanas.»

«Para os cães que morrem de fome, há um canil. Será que, para os nossos irmãos e irmãs não haverá nada? Os asilos estão cheios, disseram-nos. Um bom agente de autoridade a quem dizíamos: «Mas não pode levá-los para algum lado?», respondia-nos: «Se não estiverem mortos não temos instruções». Se estivessem mortos chamaríamos a morgue.
Para os vivos não há lugar. Então, é preciso que façamos qualquer coisa. Rapidamente. […]
Ajudai-nos! Ajudai-nos para que possamos dar-lhes tendas, abrigos, colchões, dar-lhes uma sopa quente.
Não é possível que os nossos irmãos vivam e morram assim; caso contrário, seremos verdadeiramente piores do que selvagens. Ajudai-nos!»

«Os contemplativos podem parecer inúteis. Na realidade, nos momentos mais dramáticos da vida espiritual interior ou coletiva do mundo inteiro, são como glaciares. Nada neles é inerte. Tudo estala por todos os lados. Não cessa a vida. È debaixo do glaciar que jorram as torrentes que fazem os nossos rios e as nossas águas mais puras. Eles são o sal da terra… Nós somos a sopa… E a sopa, sem sal, não presta…»

«A marca de Deus todos os homens a trazem em si como um vazio, uma sede de amor ilimitada.»

«Ao ordenarmos a arquitetura das nossas igrejas, muitas das quais são aquecidas e outras tantas, infelizmente em grande número, estão vazias, poderia ter-se um lugar de acolhimento de dia para os que estão em albergues de noite. Eis uma das urgências mais prementes.»

«O Inferno não é um castigo, uma espécie de vingança de Deus! Tudo isso são imagens. É muito mais grave: é o instante de clareza, de plena luz em que cada um se vê tal como se fez: comungante ou cheio de si, por outras palavras, amando ou adorando-se a si próprio. Eu! A minha carreira! O meu sucesso! A minha fortuna! «Pretendeste ser autossuficiente? Basta-te a ti mesmo!» Tal será a condenação. O Inferno não são os outros. É estar votado a ver-se tal como é ao espelho por toda a eternidade.»

«Segundo a etimologia latina, a fé é a adesão do espírito sob o impulso da vontade. Nada tem a ver com a conclusão de um raciocínio ou com um dever ligado ao medo do pecado ou do diabo. A fé é um apelo à liberdade de amar. É um ato de amor.»

«As mortes de que fui testemunha pareceram-me sempre um momento de realização: o momento em que Deus colhia a sua flor.»

«Quando José e Maria chegaram ao albergue não os aceitaram: «Está cheio! Vão para além, para a gruta, com os animais». Se tivessem chegado com muita bagagem, estou certo de que lhes teriam arranjado lugar, mesmo que tivessem que mandar sair um mais pobre do que eles. Mas Jesus escolheu chegar assim, como um pobre entre os pobres, um sem-abrigo.»

«Traduzimos «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» por: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti», por outras palavras: «Não lhes faças mal». Que abominação! Como se dois esposos, dois amigos, dissessem: «Vê bem que te amo, pois não te atiro ao tapete…».»

«O eterno é Amor
Somos amados
Somos livres para sermos capazes de amar.»

«A escola não é só para ensinar o que são as coisas, mas para abrir os espíritos ao conhecimento do que é o nosso ser comum de homens. Deve abrir os corações às fomes e às sedes de justiça, à vontade de servir primeiro os mais sofredores, ao que importa chamar as cóleras do amor.»

«Quando nos indignamos, convém que nos perguntemos se somos dignos.»

«Compreendo a angústia dos jovens. Eles veem adultos que perderam o sentido da vida. Recebem deles apenas incertezas.»

 

Abbé Pierre
Recolha: JTM
© SNPC | 05.08.12

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