Acompanhamento de namorados: medo, confiança e Deus
«Por vezes há medo de abrir portas. Nenhum de nós é completo e acabado, nem nenhum de nós tem uma vida perfeita. Quando chega alguém que ao princípio é de fora mas depois começa a entrar na nossa vida, o normal é que comece a fazer perguntas que há muito tempo não fazemos a nós próprios. E isso, muitas vezes, desarruma.»
«O namoro é também eu aprender a confiar noutra pessoa, ao ponto de poder dar a conhecer partes da minha história com as quais não me sinto muito confortável, fazendo a experiência de me confiar nessa pessoa e perceber que ela me continua a amar, apesar de tudo.»
«O preço do medo [de se revelar] é altamente compensado quando a pessoa tem a coragem de o ultrapassar porque se sente integrada, livre, compreendida e amada.»
Este processo «leva-nos para Deus, que é a grande referência do amor, que ama as nossas partes mais obscuras. Encontrar neste mundo alguém que, salvo as devidas distâncias, também tem como princípio amar-me, é um caminho a fazer, que não fica feito no namoro, nem no dia do casamento e nem até ao fim da vida. O meu papel é ajudar neste crescimento.»
«Para um cristão que tem como critério de vida o seguimento de Jesus, o seu namoro, casamento ou relações não lhe podem ser alheios. Se esta experiência de vida for conseguida entre o casal, a vida vai ser cada vez mais plena.»
Segunda parte da entrevista ao padre Miguel Almeida sobre o processo de acompanhamento de namorados.
© SNPC | 12.02.13

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