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Dois dedos de conversa sobre o dentro das coisas - Um crente, um ateu e a verdade como provocação

"Dois dedos de conversa sobre o dentro das coisas - Um crente, um ateu e a verdade como provocação" (ed. Frente e Verso) apresenta a correspondência entre dois jovens doutorados em Física – um, cristão católico, outro não crê na existência de Deus.

«Nesta nossa troca de cartas não pretendemos alcançar um consenso nem manter uma neutralidade artificial. Pretendemos,apenas, discutir com frontalidade e honestidade assuntos que interessam a ambos. Sem procurar forçar uma mudança de opinião, sem tentar convencer, mas argumentando o melhor que sabemos e procurando permanecer verdadeiramente atentos à argumentação do outro», escrevem os autores, Bruno Nobre e Pedro Lind, na apresentação.

«As presentes cartas não têm a pretensão de convencer o leitor de nenhuma das nossas opiniões. São, acima de tudo, uma partilha da nossa própria tentativa de pensar a nossa experiência como humanos, e nesse sentido talvez possam ser para outros um convite à reflexão sobre temas que são de sempre», sublinham.

O volume é prefaciado por João Lobo Antunes, neurocirurgião, e também por Carlos Fiolhais, professor de Física na Universidade de Coimbra.

Apresentamos as duas primeiras das 13 missivas que compõem o livro.

 

Carta I
Pedro Lind

Caro Bruno,

Confesso que quando me telefonaste há dias para saber se eu estaria interessado em corresponder-me contigo numa troca de cartas abertas sobre temas da atualidade, não entendi exatamente o que pretendias. Se no que se refere à formação académica temos percursos muito semelhantes, no que se refere às convicções religiosas colocamo-nos, muito provavelmente, nos antípodas um do outro. A nossa formação em Física poderá aproximar-nos no que diz respeito às questões científicas, mas não creio que nos garanta uma perspetiva sequer parecida em relação a muitas outras questões.Sendo tu um cristão católico, membro da Companhia de Jesus, e eu alguém que, sem muitas explicações, se pode definir como um ateu convicto, iríamos sem dúvida esgrimir argumentos e raciocínios sem no final chegarmos a um consenso. E, sabendo disto, valeria realmente a pena discutir as questões – sempre atuais, é certo – com que se confrontaram muitos dos grandes pensadores da humanidade?

Ao deparar-me com esta pergunta, lembrei-me dos nossos longos e agradáveis serões em Braga, quando te visitei a ti, ao Andreas, ao Francisco, ao António e aos restantes jesuítas na Comunidade Pedro Arrupe. Lembrei-me das nossas conversas depois do jantar, que começavam com uma mão cheia de pessoas e terminavam já de madrugada com dois ou três resistentes. Debruçávamo-nos espontaneamente sobre os temas da atualidade, sem que, na maior parte das vezes, os nossos raciocínios nos conduzissem a consensos.Penso, no entanto, que saíamos desses serões sempre um pouco mais enriquecidos. Tanto um, como o outro. De certa forma, foi durante esses serões que estes diálogos começaram e agora propões dar-lhes continuidade, desta vez por escrito. Convite que aceito, por isso, com prazer.

Começo com uma questão que põe em contacto a nossa formação científica comum e as perspetivas que nos distinguem no que diz respeito à religião.

É frequente, e provavelmente será o caso de vários leitores, olhar a ciência como uma atividade em oposição à religião, ou vice-versa. Vários episódios da história da humanidade podem ilustrar este suposto conflito. Um exemplo incontornável é o de Galileu. É verdade que o caso Galileu foi empolado e romantizado por vários autores numa estória quase novelesca, muitas vezes simplificada em meia dúzia de linhas, culminando no célebre eppur si muove. Todavia, independentemente do verdadeiro relato dos factos, houve uma reação clara da Igreja Católica, a qual, sentindo que a sua doutrina era ameaçada pelas novas teorias de Galileu, lhe instaurou um processo.

Outro exemplo é a teoria da evolução de Darwin. Na segunda metade do século XIX, Thomas Huxley, um dos pioneiros na divulgação das ideias de Darwin, tomou várias vezes a defesa da teoria da evolução, confrontando-se com os intelectuais religiosos. Um dos episódios mais célebres – e provavelmente também romantizado – que o terá imortalizado, culminou na resposta de Huxley quando confrontado com a pergunta do Bispo Samuel Wilbeforce sobre se aceitava ser um descendente dos macacos: «antes de um macaco do que de um homem que recusa aceitar a verdade dos factos».

Muitos outros exemplos poderiam ser aqui enumerados. Claro que por vezes interrogo-me sobre se a reação negativa à inovação científica foi exclusiva de instituições religiosas como a Igreja. Os pares e colegas científicos dos pioneiros de teorias revolucionárias mostraram-se também, regra geral, muito conservadores. Talvez esta oposição seja reflexo de uma dificuldade mais generalizada por parte de toda a comunidade intelectual em aceitar alterações à mundivisão que configura a forma como olhamos e nos relacionamos com o mundo à nossa volta.

Por agora, coloco a tónica no facto de a Igreja, com ou sem exclusividade, ter assumido um papel de protagonista na oposição ao estabelecimento de muitas das ideias fundamentais na ciência ocidental. E mesmo nos dias que correm vemos campanhas contra a perspetiva religiosa, sob a bandeira do crivo científico.

Tu és físico e em simultâneo assumes-te como crente, cristão católico. É possível aceitar racionalmente uma co-existência das perspetivas científica e religiosa?

Um abraço,
Pedro Lind

 

Carta II
Bruno Nobre

Caro Pedro,

Também eu recordo como muito agradáveis os nossos serões de Braga. É sempre um privilégio poder conversar de forma tão serena e construtiva com alguém que, em matéria de convicções religiosas, assume posições realmente distantes da minha. A nossa experiência poderia ser, aliás, uma primeira resposta à tua questão: a meu ver o diálogo entre fé e ciência é possível, e até mutuamente enriquecedor, se existir, à partida, uma verdadeira disposição de escuta e disponibilidade para se deixar interpelar pelo que o outro diz.Pelo contrário, se mesmo antes de escutar já decidi que a sua posição não é razoável, então o diálogo torna-se impossível e os interlocutores ficam cada vez mais encerrados nas suas posições.

As nossas conversas de Braga deixaram-me a certeza de que não cairemos num diálogo de surdos deste tipo, e por isso pareceu-me que retomar as nossas conversas, agora por escrito, poderia constituir para nós mais uma ocasião prazenteira de confrontarmos as nossas opiniões acerca de um tema que, apesar de tudo, parece interessar aos dois – a fé religiosa.

Dado o meu percurso de vida, consigo colocar-me facilmente no lugar dos muitos cientistas que atualmente, e ao longo da história, afirmam a incompatibilidade entre a prática da ciência e a adesão a um credo religioso. Eu próprio, durante os primeiros anos de encontro com as ciências naturais, experimentei esta tensão, a ponto de concluir que, por uma questão de coerência, tinha de abandonar a fé católica em que tinha sido educado. A situação agravou-se quando entrei no Instituto Superior Técnico para estudar Engenharia Física Tecnológica, onde a grande maioria dos meus colegas não eram crentes. Realmente, somos sempre de algum modo influenciados pelo meio que habitamos, e a verdade é que o facto de estar rodeado por gente inteligente para quem a fé cristã parecia completamente alheia ou mesmo incompatível com a ciência, constituiu um importante desafio ao meu posicionamento religioso. Acresce que a abordagem científica, com os sólidos resultados que ao longo dos últimos séculos tem vindo a alcançar, me parecia, então, bem mais convincente do que os conteúdos, à primeira vista primários e quase supersticiosos, da fé cristã.

Não é esta a ocasião para contar como é que de cético estudante de Física cheguei a jesuíta. Interessa deixar claro, no entanto, que a minha atual posição não corresponde à simples troca da ciência pela fé cristã. Tivesse sido esse o caso e só poderia responder à tua pergunta, Pedro, afirmando a incompatibilidade entre fé e ciência. De facto, como jesuíta continuo a interessar-me pelos desenvolvimentos da ciência, em particular da Física, e atualmente tenho a oportunidade de voltar a estreitar relações com meio científico, uma vez que a Companhia de Jesus me pediu para ser professor de Física na Universidade Católica Portuguesa. Estou de volta à Física e novamente rodeado de cientistas, mas cada vez mais me parece mais claro que fé e ciência não têm por que estar de costas voltadas.

A problemática em torno da relação entre fé e ciência é frequentemente abordada de forma simplista. O próprio facto de habitualmente se contrapor num binómio a fé e a ciência induz-nos, talvez de forma precipitada, a colocar em oposição estes dois âmbitos da cultura humana. A relação entre fé e ciência, contudo, reveste-se de inúmeros matizes e está bem longe de configurar um confronto insanável. Para justificar a ideia de que o conflito é inevitável citam-se habitualmente os casos de Galileu e de Darwin, esquecendo os inúmeros casos de cientistas que articularam de forma serena e profunda a sua fé religiosa e a sua prática científica, e mesmo os efeitos positivos da fé religiosa sobre a ciência e vice-versa.

Aliás, a ideia bastante difundida de que os cristãos, e em particular a Igreja Católica, não gostam da ciência pode ser desmentida pelos importantes contributos de inúmeros católicos, alguns deles clérigos, para o desenvolvimento de diversas áreas científicas. Vale a pena dar alguns exemplos. Gregor Mendel, monge agostiniano austríaco que viveu durante o século XIX, fez importantes descobertas na área da genética e enunciou as leis da hereditariedade. Georges Lemaître, sacerdote católico belga, propôs, em 1927, a teoria do Big-Bang, a teoria que explica o desenvolvimento inicial do Universo. Vale também a pena referir o contributo dos jesuítas para o desenvolvimento e ensino das disciplinas científicas, em particular a astronomia. E já que falo de jesuítas não posso deixar de fazer uma alusão ao Padre Luís Archer, pioneiro em Portugal da investigação na área da genética molecular e referência, entre nós, na temática da relação entre fé e ciência.

Não devemos esquecer, por outro lado, que a ciência moderna nasceu no contexto de uma cultura marcadamente cristã. Poder-se-ia argumentar que a ciência nasceu no Ocidente apesar do Cristianismo. Contudo, a tese contrária, segundo a qual o Cristianismo possibilitou o surgimento da ciência, não é menos plausível1. Dou um exemplo. Um dos elementos centrais da ciência moderna é a experimentação. É lícito perguntar por que é que os gregos, que desenvolveram uma reflexão notável sobre a natureza, não chegaram a valorizar suficientemente a experimentação. Na opinião de alguns autores, a valorização da observação experimental está relacionada com a ideia de criação própria da cultura judaico-cristã. O mundo é contingente, ou seja, não tinha que ser como é, e portanto o seu conteúdo e as suas leis não podem ser deduzidas, como acontece com as propriedades matemáticas, a partir de algum axioma inicial. Se queremos saber como o mundo é temos que o observar.

Não deixa de ser verdade, contudo, que a relação entre fé e ciência foi marcada, desde o início da Modernidade, por conflitos frequentes. Nos casos, bem conhecidos, de Galileu e Darwin, por exemplo, a ciência acabou por questionar a mundividência cristã da época acerca do ser humano e do seu lugar no Universo. Ou seja, em diversas circunstâncias os conteúdos da fé cristã e os dados da ciência encontraram-se, pelo menos aparentemente, em situação de contradição. Importa referir, contudo, que os conflitos entre ciência e religião aconteceram, pelo menos em muitos casos, como consequência de choques entre grupos e escolas teológicas concretas, aos quais não são completamente alheias as lutas pelo poder e a tendência, por vezes declarada, para uma espécie de totalitarismo ideológico que, de parte a parte, impede o reconhecimento dos âmbitos específicos de cada abordagem. Acresce que os factos foram frequentemente enviesados e despidos das suas inúmeras subtilezas por forma a poderem ser colocados ao serviço de agendas ideológicas.

Uma das queixas de muitos cientistas ateus em relação à fé religiosa prende-se, parece-me, com o facto de esta não respeitar os critérios e os métodos da ciência. Dado não existirem provas cientificamente válidas capazes de sustentar os conteúdos centrais dos diversos credos religiosos, estes são considerados irracionais, devendo, por conseguinte, ser rejeitados por quem tiver uma formação científica mínima. Ora, esta postura tem o grave inconveniente de menosprezar como racionalmente inferiores vastos âmbitos da experiência humana. Com efeito, os métodos e critérios próprios das ciências naturais olham a realidade de uma determinada perspetiva – procuram, sobretudo, construir redes de causalidade que liguem os fenómenos naturais. Em ciência, explicar um determinado fenómeno significa, sobretudo, descortinar uma causa eficiente. E, neste caso, existem métodos rigorosos que nos permitem estabelecer as conexões causais. Limitar a nossa relação com a realidade a este tipo de abordagem, a meu ver redutora, é uma atitude empobrecedora por dois motivos.

Em primeiro lugar, a realidade é, sabemo-lo muito bem, extremamente complexa, de tal modo que a tentativa de construir redes de causalidade que possam explicar os fenómenos naturais é uma tarefa árdua. Por forma a contornar esta dificuldade, a ciência não tem outro remédio senão recorrer a diversas simplificações. Neste sentido, começa por delimitar aspetos da realidade que estuda separadamente e com métodos próprios. Surgem, assim, as diversas disciplinas que se inscrevem na categoria geral de ciências naturais. Contudo, a dissecação do real não se fica por aqui. É inerente ao método científico a tentativa de descrever sistemas complexos em função de componentes mais simples e controláveis. Não é nada óbvio, contudo, que o todo possa ser satisfatoriamente descrito como a soma das partes.

Ao estudar a realidade, a ciência faz idealizações de diversos tipos; no caso da física, por exemplo, limita-se ao que é repetível e matematizável, eliminando, à partida, qualquer indício de subjetividade. Não admira, por isso, que as malhas da sua rede sejam sempre demasiado estreitas para captar o real em toda a sua subtileza. É por esta razão que um modelo científico construído a partir de leis que não consideram as notas de individualidade resulta sempre frio, mecânico, numa palavra, pouco real. Ora, o espírito religioso, tal como o do artista, por exemplo, maravilha-se com o facto de existirem leis, as quais refletem a ordem e organização do mundo em que vivemos, mas não dispensa o particular, ou seja, debruça-se sobre o real e  não sobre uma mera teorização. Olha o todo e não apenas uma parte. Em certo sentido, podemos dizer que o cientista – quando atua como cientista, bem entendido – procura o que é comum à categoria de objetos que pretende estudar, enquanto o olhar de um artista ou de um religioso procura também captar o que é específico de determinado objeto – esta montanha, esta flor, esta pessoa. E é por entre estas dobras do real que podemos encontrar Deus. Não em abstrações que sempre acabam por desvitalizar a realidade. Talvez seja esta a razão pela qual Deus não se deixa encontrar pelos métodos próprios da ciência.

Em segundo lugar, as ciências naturais não consideram, porque não é da sua competência, as questões que saem do âmbito da causalidade eficiente. A ciência não tem, só por si, a capacidade de atribuir significação aos fenómenos, tal como não é capaz de descortinar uma finalidade ou de fazer uma valoração moral. Dou um exemplo. A ciência explica, e com grande rigor, como funcionam os núcleos dos átomos. Contudo, não pode dizer-nos se devemos ou não utilizar estes conhecimentos para construir armamento nuclear e, muito menos, em que circunstâncias os devemos utilizar. Para tomar uma decisão deste tipo precisamos recorrer a outro tipo de pressupostos que estão muito além da ciência. Como afirmou o físico austríaco Schrödinger, «a imagem científica do mundo é muito deficiente. Proporciona uma grande quantidade de informação sobre factos, reduz toda a experiência a uma ordem maravilhosamente consistente, mas guarda um silêncio sepulcral sobre tudo o que realmente nos importa. Não é capaz de dizer-nos uma palavra sobre o que significa o vermelho ou o azul (…), não sabe nada do belo e do feio,
do bom e do mau, de Deus e da eternidade».

A ciência oferece-nos, pois, um precioso mapa da realidade, mas não o único. E se insistirmos em nos guiarmos apenas por ele, acabamos por ignorar outras dimensões que este é incapaz de captar. Da mesma maneira que não é possível evitar distorções, se quisermos representar no plano toda a superfície terrestre. Na minha opinião, a ciência não tem sequer por que constituir-se em instância crítica das restantes áreas do saber. Deve, isso sim, dialogar com elas e complementar as suas abordagens.

Ao longo desta carta tenho identificado ciência com as ciências naturais. Mas claro que o adjetivo científico pode aplicar-se a muitos outros âmbitos que não as ciências naturais. O essencial do argumento mantém-se, contudo. Nenhum método de nenhuma disciplina científica esgota o nosso conhecimento da realidade, e nenhum método por si só consegue atribuir um significado à realidade. A este propósito importa também esclarecer que a religião não deve ser colocada sem mais a par das disciplinas científicas enquanto abordagem da realidade. Perguntam-me, por vezes, qual é o método do Cristianismo. Mas esta pergunta faz tanto sentido como perguntar qual é o método para construir uma amizade. O ponto de partida da fé cristã é a revelação de Deus, que não acontece como resultado da aplicação de um método, mas por iniciativa completamente gratuita de Deus. Podemos conhecer Deus e relacionarmo-nos com Ele porque Ele toma a iniciativa de se auto-manifestar no mundo, na história da humanidade e na nossa história pessoal. Neste sentido, a fé cristã não é um método mas um encontro. É evidente que podemos refletir racionalmente sobre este encontro – é esta a tarefa da teologia – mas a revelação é necessariamente o ponto de partida.

Claro que o facto de se admitir – é este o teu caso, parece-me – que existem, para além da ciência, outras formas legítimas de abordar a realidade não é suficiente para tirar conclusões acerca da abordagem religiosa. Parece-me, contudo, que é um bom ponto de partida. Tudo o que até agora escrevi seria apenas uma espécie de propedêutica para o debate. Precisaria, agora, de iniciar um longo percurso com vista a deixar patente a razoabilidade da fé cristã. Com efeito,o Cristianismo não é, a meu ver, irracional, nem fere a razão. Não é, sequer, carente de rigor, mas cultiva todo o rigor necessário. Além disso, a nossa vida, e mesmo a prática da ciência, não dispensa, parece-me, algum tipo de fé. E a fé cristã parece-me, apesar de tudo, aquela que oferece ao homem os horizontes mais vastos.

E a ti, Pedro, o que te parece – concordas que existem outros mapas da realidade além do científico? Ou és mais da opinião de que a nossa relação com a vida e com a realidade deve restringir-se a uma abordagem científica? Será que um dia a ciência responderá a todas as questões que quisermos levantar?

Um abraço,
Bruno Nobre

 

Nota: Esta transcrição omite as notas de rodapé.

 

In Dois dedos de conversa sobre o dentro das coisas, ed. Frente e Verso
13.11.13

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Capa

Dois dedos de conversa
sobre o dentro das coisas
Um crente, um ateu e a
verdade como provocação

Autores
Bruno Nobre
Pedro Lind

Editora
Frente e Verso

Ano
2013

Páginas
152

Preço
12,00 €

ISBN
978-989-98322-2-0

 

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