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Cinema

Surpresa, dúvida, sonho e angústia são tudo "Notas de Amor"

Em 2006 a atriz Sarah Polley notabilizou-se no circuito internacional de festivais e prémios pelo seu sexto trabalho atrás das câmaras, "Longe Dela", que chegou a Portugal já em formato DVD.

O filme percorria com grande sensibilidade os intrincados caminhos da doença de Alzheimer, através da história de Grant e Fiona. Casados há cinquenta anos, a solidez da sua relação, a cumplicidade e intimidade cuidadosamente construídas são ameaçadas desde que Fiona evidencia os primeiros sinais da doença. Um gigantesco desafio para Grant, que de íntimo a quase estranho é obrigado a reconfigurar o amor entre ambos.  

Seis anos passados chega-nos agora às salas de cinema "Notas de Amor", um olhar visivelmente feminino e geracional, de novo, sobre as relações conjugais.

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Numa pequena cidade do Canadá, Margot, que não trabalha, e Lou, um cozinheiro criativo, são a imagem de um jovem casal perfeito: vivendo o dia a dia numa evidente cumplicidade, comungam um código verbal e afetivo muito próprio, visivelmente construído ao longo de anos e que é parte da rotina diária.

A aparente tranquilidade em que vivem é posta em causa quando Margot conhece um novo vizinho, Daniel, cuja arte e poesia a atraem progressivamente para um mundo próximo de sonhos e anseios que desconhecia em si...

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Num registo combinado de drama e fantasia, "Notas de Amor" é novamente uma prova da sensibilidade de Sarah Polley como realizadora, sobretudo na exploração de ambientes que transforma em quase atores desta história de interrogação, descoberta e inquietude.

Muito justamente assumido pela atriz Michelle Williams, com um dom natural para a representação tão versatilmente comprovado (de "O Segredo de Brokeback Mountain" a "A Minha Semana com Marilyn", passando por "O Atalho" e "Blue Valentine - Só Tu e Eu"), é nos diversos ambientes da casa, da rua, do café ou da praia que a transformação da sua personagem joga.

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Um olhar peculiar que não se propõe oferecer respostas ou soluções, que não assume uma postura sobre a relação conjugal ou afetiva, mas se "limita" a percorrer um caminho desconhecido, de que a surpresa, a dúvida, o sonho e a angústia são parte.

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Margarida Ataíde
Grupo de Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
In Agência Ecclesia
Com SNPC
© SNPC | 25.02.13

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