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Terra Santa

Papa Francisco ao grande mufti de Jerusalém: «Ninguém instrumentalize para a violência o nome de Deus»

O último dia da visita do papa Francisco à Terra Santa, esta segunda-feira, começou com um encontro com o grande mufti de Jerusalém, no edifício do Grande Conselho, localizado na Esplanada das Mesquitas.

Depois de agradecer o convite para o encontro, o papa sublinhou que a viagem à Terra Santa «não ficaria completa se não compreendesse também o encontro com as pessoas e comunidades» que vivem na região.

«Por isso estou particularmente feliz por me encontrar convosco, fiéis muçulmanos, caros irmãos», parentesco fundado na figura de Abraão, em quem muçulmanos, cristãos e judeus reconhecem, «de modo diferente, um pai na fé e um grande exemplo a imitar», assinalou.

A intervenção de Francisco, lançando pontes sobre o que une cristãos e muçulmanos, centrou-se em Abraão, que se fez «peregrino, deixando a própria gente, a própria casa, para empreender aquela aventura espiritual a que Deus o chamava».

Excertos do discurso do papa:

«Um peregrino é uma pessoa que se faz pobre, que se põe a caminho, é impulsionada para uma meta grande e suspirada, vive da esperança de uma promessa recebida. Esta foi a condição de Abraão, este deve ser também a nossa atitude espiritual. Não podemos nunca permanecer como autossuficientes, senhores da nossa vida; não podemos limitar-nos a ficar fechados, seguros nas nossas convicções.»

«Diante do mistério de Deus somos todos pobres, sentimos dever estar sempre prontos a sair de nós mesmos, dóceis ao chamamento que Deus nos dirige, abertos ao futuro que Ele quer construir para nós.»

«Nesta nossa peregrinação terrena, não estamos sós: cruzamos o caminho de outros fiéis, às vezes partilhamos com eles um pedaço de estrada, às vezes vivemos juntos uma pausa que nos sustenta.»

«Não podemos esquecer (...) que a peregrinação de Abraão foi também um chamamento para a justiça. Deus qui-lo testemunha do seu agir e seu imitador. Também nós queremos ser testemunhas do agir de Deus no mundo, e por isso, precisamente neste nosso encontro, sentimos ressoar em profundidade o chamamento a sermos agentes de paz e de justiça, a invocar na oração estes dons e a aprender do alto a misericórdia, a grandeza de alma, a compaixão.»

A terminar, o papa lançou um apelo «a todas as pessoas e comunidades que se reconhecem em Abraão»: «Respeitemo-nos e amemo-nos uns aos outros como irmãos e irmãos. Aprendamos a compreender a dor do outro. Ninguém instrumentalize para a violência o nome de Deus. Trabalhemos juntos pela justiça e pela paz. Salam!».

FotoREUTERS/Nir Elias

 

Rádio Vaticano
Redação: SNPC/rjm
26.05.14

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FotoPapa Francisco
na Esplanada das Mesquitas
Jerusalém, 26.5.2014
REUTERS/Nir Elias

 

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