Papa Francisco
Paisagens
Pedras angulares A teologia visual da belezaQuem somosIgreja e CulturaPastoral da Cultura em movimentoImpressão digitalVemos, ouvimos e lemosPerspetivasConcílio Vaticano II - 50 anosPapa FranciscoBrevesAgenda VídeosLigaçõesArquivo

Terra Santa

Papa Francisco no Getsémani: Quem sou eu diante de Jesus que sofre?

Quem sou eu diante de Jesus que sofre? Esta foi uma das perguntas que o papa Francisco dirigiu hoje a padres, religiosos e seminaristas na igreja do Getsémani, em Jerusalém, perto do local onde Jesus, em agonia perante a iminência da morte, rezou ao Pai e se submeteu à sua vontade.

O Getsémani é um local «santificado pela oração de Jesus, pela sua angústia, pelo seu suor de sangue, santificado sobretudo pelo seu “sim” à vontade do Pai», sublinhou Francisco, que acrescentou: «Temos quase temor de nos aproximarmos dos sentimentos que Jesus experimentou naquela hora; entramos em bicos dos pés naquele espaço interior onde se decidiu o drama do mundo».

Os discípulos de Jesus, segundo as narrações bíblicas, «assumiram diferentes atitudes em relação ao Mestre: de proximidade, de distanciamento, de incerteza», pelo que «fará bem» a todos, «bispos, padres, pessoas consagradas, seminaristas», questionar os comportamentos assumidos diante de Cristo que sofre.

«São os daqueles que, convidados por Jesus a vigiar com Ele, adormecem e, em vez de rezar, procuram fugir, fechando os olhos perante a realidade? Reconheço-me naqueles que fugiram por medo, abandonando o Mestre na hora mais trágica da sua vida terrena?», perguntou.

Prosseguindo a evocação das opções tomadas pelos discípulos, nomeadamente por Judas, disse Francisco: «Talvez haja em mim a duplicidade, a falsidade daquele que o vendeu por trinta moedas, que foi chamado amigo, e no entanto traiu Jesus?».

«Reconheço-me naqueles que foram fracos e o renegaram, como Pedro? Pouco antes tinha prometido a Jesus que o seguiria até à morte; depois, posto à prova e tomado pelo medo, jurou que não conhecia. (...) Assemelho-me àqueles que organizavam a sua vida sem Ele, como os dois discípulos de Emaús, estultos e lentos de coração a acreditar nas palavras dos profetas?», questionou.

Ou, pelo contrário: «Encontro-me entre aqueles que foram fiéis até ao fim, como a Virgem Maria e o apóstolo João? Quando sobre o Gólgota tudo escurece e toda a esperança parece acabada, só o amor é mais forte do que a morte».

«Reconheço-me naqueles que imitaram o seu Mestre e Senhor até ao martírio?», questionou Francisco, para quem «a amizade», «fidelidade» e «misericórdia» de Cristo constituem «o dom inestimável» que encoraja os cristãos a continuarem a segui-lo «com confiança», não obstante as «quedas», «erros» e «traições».

No entanto, a bondade de Deus não isenta os cristãos «da vigilância diante do tentador, do pecado do mal e da traição».

«Vós, caros irmãos e irmãs, sois chamados a seguir o Senhor com alegria nesta terra bendita. É um dom e uma responsabilidade. A vossa presença aqui é muito importante; toda a Igreja vos está grata e vos apoia com a oração», assinalou o papa aos sacerdotes e consagrados.

Após o encontro, Francisco plantou uma oliveira no Getsémani, junto à oliveira plantada por Paulo VI durante a sua visita à Terra Santa, em 1964, há 50 anos.

Antes de chegar à igreja, o papa encontrou-se com um grupo de crianças cristãs doentes com tumores.

 

Domenico Agasso Jr
In Vatican Insider
Trad./redação: SNPC/rjm
26.05.14

Redes sociais, e-mail, imprimir

FotoPapa Francisco
Igreja do Getsémani, Jerusalém
26.5.2014
AP Photo/Andrew Medichini, Pool

 

Ligações e contactos

 

Artigos relacionados
Papa planta árvore da paz com presidente de Israel e lembra que lugares santos não são museus mas espaços de fé
Papa Francisco ao grande mufti de Jerusalém: «Ninguém instrumentalize para a violência o nome de Deus»
Papa Francisco reza no Memorial do Holocausto: «Quem és, homem? Em que te tornaste? De que horror foste capaz?» | IMAGENS |
Papa Francisco diz que está aberto a «situação nova» reconhecida por todos no exercício do ministério petrino | VÍDEO |
Divergências não devem parar caminho para a unidade: Papa Francisco e patriarca Bartolomeu celebraram juntos e assinaram declaração
Papa diz que Palestina tem direito a «pátria soberana», critica antissemitismo e sublinha que Deus quis que Jerusalém fosse cidade de paz
Papa Francisco convida presidentes de Israel e Palestina a rezarem juntos no Vaticano pela paz
Papa Francisco celebrou missa junto ao local onde Jesus nasceu e lamentou lágrimas das crianças causadas pela fome, guerra, tráfico e falta de amor
Surpresa na viagem à Terra Santa: Papa Francisco reza junto ao muro que separa Belém e Israel
Papa Francisco chega à terra onde nasceu Jesus e pede «audácia da generosidade» pela paz
Papa Francisco na Terra Santa: Diversidade «não deve provocar rejeição» porque «variedade é sempre enriquecimento» | VÍDEO |
Papa Francisco visitou local de Batismo de Jesus e rezou pela conversão de quem alimenta a guerra | VÍDEO + IMAGENS |
Espiritualidade, ecumenismo, diálogo inter-religioso e refugiados marcam visita do papa Francisco à Terra Santa

 

Página anteriorTopo da página

 


 

Receba por e-mail as novidades do site da Pastoral da Cultura


Siga-nos no Facebook

 


 

 


 

 

Secções do site


 

Procurar e encontrar


 

 

Página anteriorTopo da página