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Átrio dos Gentios

Presidentes de Itália e do Pontifício Conselho para a Cultura da Igreja Católica tiveram debate público em Assis

«O Átrio dos Gentios é o lugar do diálogo, da tolerância, mas sobretudo da escuta. A circunstância, totalmente extraordinária no Ano da Fé, que um encontro do Átrio se realize aqui em Assis, o lugar do espírito e da mensagem franciscana, a cátedra do diálogo inter-religioso, confere a este dia um significado particular, o sinal de um acontecimento que permanecerá na memória de muitos».

Foi com estas palavras que o diretor do jornal italiano «Corriere della Sera», Ferruccio de Bortoli, introduziu na tarde desta sexta-feira, em Assis, o diálogo entre o presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, e o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.

A conversa entre os dois responsáveis foi o acontecimento principal da sessão do Átrio dos Gentios, plataforma da Igreja Católica para o diálogo com os não crentes, que teve lugar na cidade de São Francisco a 5 e 6 de outubro.

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«A Itália renasceu das ruínas do fascismo para a liberdade e a democracia num movimento extraordinário de aproximação entre inspirações ideais e políticas diversas e, aparentemente, inconciliáveis, mas que de facto já se tinham encontrado no crisol do antifascismo. Ao lançar as bases de uma nova convivência e crescimento civil e social, nenhum muro entre posições dos crentes e dos não-crentes impediu o caminho das forças políticas representativas umas das outras, como testemunha a história da Assembleia Constituinte. Isto foi possível porque os protagonistas se inspiraram — disse Napolitano, citando uma expressão do cardeal Ravasi — numa «antropologia de base», tendo como finalidade o «desenvolvimento integral da pessoa humana».

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Uma tensão que nos nossos dias, infelizmente, comentou Ravasi, diminuiu muito: perdeu-se, por exemplo, a categoria de futuro, olhando-se só para o horizonte imediato. «As vozes dos grandes são quase sempre destinadas a inquietar».

O cardeal biblista, que vai estar em Portugal a 16 e 17 de novembro para o Átrio dos Gentios em Guimarães e Braga, lançou um convite para que se encontrem «as grandes perguntas sobre o sentido da vida e da morte, sobre a dor, sobre o amor». Estas são, salientou, «as perguntas que devem acordar consciências adormecidas».

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«Os nossos dias não são menos imorais do que outras épocas. Mas são assinalados por uma doença pior que é a da amoralidade, da indiferença total. Não há branco ou preto, bem ou mal; dominam as tonalidades de cinzento e tem-se até a arrogância de mostrar-se amoral».

O pensamento conclusivo de Gianfranco Ravasi foi para os jovens: «Hoje estão fechados no seu mundo, talvez por renúncia, talvez por defesa», pelo que é por eles que a Igreja deve insistir no Átrio dos Gentios».

Osservatore Romano / Avvenire
© SNPC | 07.10.12

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